A Voz de Israel calou (Kol Israel)

A apresentadora Geula Even, com lágrimas, anunciando o fim do Mabat

Depois de 80 anos, a Kol Israel, a rádio emissora de Israel, calou. Disputas políticas entre o primeiro ministro Netanyahu e o Ministro da Fazenda, Moshe Kachlon, calaram a voz que antes da criação do Estado de Israel, já era a  mensagem falada do povo e do país em construção.

Quarenta após, o Canal 1 da TV israelense  entrou no ar. Informar com absoluta liberdade foi sempre a meta, a administração entretando, teve seus altos e baixos e foi alvo de críticas, com várias substituições no correr dos anos.

Democracia não existe sem  imprensa livre. O direito da livre expressão é um dos ítens básicos da Declaração de Independência de Israel, mas é um entrave para  determinados  partidos políticos que fazem da luta pela permanência no poder, toda a sua meta.

E assim, ministros da coalizão atual, decidiram criar uma nova corporação de comunicação, que substituiria a rede difusora existente.

As razões até hoje são obscuras  para os cidadãos  de Israel. Demitir mais de 600 profissionais, admitir mais de 400, que trabalhavam na Kol Israel  na nova corporação, dividi-la em duas redes, uma de programação cultural, esportiva etc, como todos os outros canais de TV  e a segunda somente de informação e os programas cognominados “atualidades ” que são geralmente entrevistas, paineis e debates políticos. Todos de alto nível.

Esta decisão do governo  tem tirado o sono de muitos cidadãos, que vêm nesta atitude, uma intervenção grosseira do governo na matéria, que será transmitida nos noticiários. É mais do que um arranhão no direito de expressão.

Netanyahu, durante os últimos anos de governo, tem feito da mídia israelense o seu maior inimigo, mas qual o interesse de Kachlon, que entrou em conflito com o primeiro ministro, ameaçando a queda do governo e a antecipação das eleições?

Na semana passada, mais precisamente, na  3ª  feira , 40 minutos antes do noticiário (Mabat) do horário nobre subir ao ar, a apresentadora, Geula Even recebe e lê uma comunicação de que o  Mabat não seria transmitido, tudo isso em frente ás câmeras. Igualmente foram suspensas todas as programações da Kol Israel (estações de rádio ), que passaram a transmitir apenas as reportagens a cada hora e música.

Ontem, 15/5 foram iniciadas as programações da nova corporação de comunicação. Às seis da manhã, a primeira transmissão  na Reshet Bet (rede 2), o noticiário de duas horas, com   Arieh  Golan, o mesmo jornalista e locutor que apresentava o programa na Kol Israel, com o  mesmo formato.

Nos horários seguintes, também atualidades, com alguns apresentadores novos, mas conservando o mesmo estilo.

Qual foi a mudança? Por enquanto o nome, Kan e o local dos novos estudios de transmissão, que foram de Jerusalém para Modiin.

Às 17 horas, terão início as transmissões da TV, com Geula Even, que também era apresentadora na antiga rede, com um resumo das notícias importantes do dia e às 20 horas, como sempre, o noticiário do horário nobre com Geula Even. Tudo no mesmo  formato.

Quando eu entender qual foi a razão desta mudança, além de um gasto fenomenal na construção de novos estúdios, contratação de  novos profissionais e indenização dos despedidos,  contarei.

 OS ATENTADOS CONTINUAM
Em 1 mês, ocorreram cinco atentados  terroristas, somente, em Jerusalém; o último no sábado, quando um turista da Jordânia, atacou com duas facas um policial em guarda numa das entradas para a Cidade Velha.

O policial atacado conseguiu se desvencilhar do atacante e  sacar  sua arma, ferindo-o mortalmente.
O governo da Jordânia protestou veementemente e exige explicações de Israel, sem explicar porque um turista do seu país tenta matar um policial israelense e deve sair ileso .

ACORDOS DE PAZ
Israel fez muitas concessões à Jordânia e ao Egito para chegar a um acordo de paz com estes dois paises, os únicos paises árabes com os quais mantem “relações diplomáticas “, que não são nada diplomáticas.

O Egito, por exemplo, atravessou situações de rebeliões internas muito sérias  e sempre nestes períodos, a embaixada de Israel, no Cairo, foi alvo de ataques violentos, que obrigaram o corpo diplomático a abandonar o país, sem nenhuma segurança por parte do governo local.

Nos últimos meses, a ação terrorista do Daesh se expandiu do Sinai à capital, Cairo e à Alexandria, a segunda cidade mais importante do Egito.

Nas duas cidades, os terroristas atacaram Igrejas Coptas, deixando um rastro de dezenas de mortos e centenas de feridos, o que alertou o Serviço de Segurança de Israel.

Como o Egito não garantiu a segurança da embaixada de Israel e dos diplomatas israelenses, o Ministério do Exterior  aceitou as  ponderações  do Serviço de Segurança e suspendeu os serviços consulares, fechou o prédio da embaixada e retirou do pais todo o Corpo Diplomático.

Há 5 meses que a embaixada de Israel no Cairo está fechada e o embaixador trabalha através da Internet, sentado num escritório do Ministério do Exterior, em Jerusalém. Isto é Paz?

O mesmo acontece com o embaixador de Israel em Aman, Jordânia. Cada onda de violência interna no país, resulta no retorno do Corpo Diplomático à Jerusalém, até que a situação normalize. Estas são algumas das razões que levam Israel a questionar a existência de um Estado Palestino lado a lado com o seu território.

Não existe a possibilidade de fechar a embaixada. Rammalla, a sede da Autoridade Palestina, dista 8 km de Jerusalém e os palestinos exigem como condição “si ne qua non”  para qualquer acordo com Israel, que a capital do Estado Palestino seja a zona oriental de Jerusalem!

Dois Estados,  cujas capitais,  devem ocupar o mesmo espaço geográfico. É difícil conceber uma situação de normalidade entre os dois estados, levando em conta o traumatismo de 100 anos de conflito.

Todas as dúvidas e incertezas  pela falta confiança mútua entre os dois povos e entre seus dirigentes , voltam à tona, com a visita deTrump, dentro de uma semana.

O Oriente Médio está convulso, os países sunitas moderados, liderados pela Arábia Saudita, estão debatendo a questão palestina  para poder oferecer ao presidente americano uma proposta que possa ser aceita pelos dois lados conflitantes para reiniciar as negociações.

O representante de Abbu Mazen, Barikat  e o representante do Egito estão na Jordânia, em reunião com o rei Abdalla, debatendo a possibilidade de Trump intervir e conseguir descongelar as conversações.

Pelo que se pode aprender dos noticiários, nada mudou. Os palestinos continuam exigindo Jerusalém Oriental como capital e Netanyahu continua declarando que Jerusalém unificada será a eterna capital de Israel.

Quais são as possibilidades de Trump modificar estes pontos de partida para início das negociações?  Na minha opinião, zero ou menos zero.

LAG BA OMER


Sábado à noite , depois do término do Shabat, começaram a arder as fogueiras tradicionais na comemoração da data.

Este ano, além das batatas, milho e outras especiarias colocadas nas fogueiras,  haredim de uma  das correntes radicais  de Meah Shearim, o bairro haredi de Jerusalém, mudaram o menu.

Queimaram nas fogueiras das ruas, bonecos de pano  vestidos com uniforme militar e rosto típico haredi (barba e peot ) junto com a bandeira de Israel.

Inacreditável ! Tudo em nome do protesto contra a convocação de haredim para o serviço militar na Tzavá.

Não são sionistas, não aceitam a soberania de Israel como Estado Judaico, mas aceitam todos os benfícios concedidos aos demais cidadãos que cumprem o seu dever com a pátria e mais ainda, as polpudas verbas do orçamento nacional que lhes são destinadas. Revoltante.

ATAQUE CIBERNÉTICO – NÃO EM ISRAEL
Mais de 100 mil computadores  de grandes organizações em mais de 100 paises  foram atingidos por um ataque cibernético de grande proporção, no último final de semana.

Os assaltantes – hackers – aproveitaram um brecha de segurança no programa Windows da Microsoft e exigiram grandes somas de resgate para revelar a chave da solução do problema.

Hospitais da Inglaterra entre outros,  foram vítimas deste ataque que perturbou gravemente o funcionamento normal, inclusive, expondo pacientes em risco de vida.

Até a data de hoje, 15/5, nenhum computador em Israel foi atacado, graças às instruções divulgadas pelas autoridades de defesa cibernética, que dispõem de  um sistema especial, inexistente em quase todos os paises do mundo.

Michael Rogers, chefe da Agência de Segurança Nacional –NSA – e chefe  do sistema cibernético dos EUA, declarou no senado americano, que se encontra repetidas vezes com o chefe da Autoridade
Cibernética de Israel, Aviatar Matania, pois tem muito o que aprender com ele.

Em junho, próximo, será realizado um congresso na Universidade de Tel Aviv  com a presença  de  7 mil especialistas no ramo, provenientes de 50 paises .
Kol Ha Kavod !

SHALOM ME ISRAEL

Um comentário

  1. Ruth Rosenman
    Ruth Rosenman 1 de junho de 2017 at 0:16 |

    Vamos iniciar nosso processo de ALIAH , minha filha de 40 anos, minha neta de 7 anos e eu. Adorei ver o jornal para os Brasileiros e procurei algo em relação a oferta de trabalho, o que mais nos preocupa uma vez que trabalhamos no ramo de eventos com ambientação e decoração floral há mais de 4 décadas aqui em Belo Horizonte. Sabemos muito bem da importante condição de primeiro poder se defender com Hebraico, mesmo assim queria saber como anda este ramo de atividade nos Principais Hoteis de Israel e nos Espaços reservados para Festas. Tem como alguém nos informar?
    Agradeço muito
    Ruth Rosenman

    Responda este comentário

Comente