As notícias atrás dos bastidores


Todos respiraram aliviados quando o Air Force number 1 das forças aéreas  americanas decolou levando a bordo o presidente Trump.

A visita decorreu sem nenhum incidente de segurança. Israel pode assinalar um V ao lado deste ítem. Depois da visita, começaram as críticas, a interpretação de cada gesto,  de cada palavra e o significado estratégico do fabuloso acordo de venda de armamentos para a Arábia Saudita.

Nada ficou no lugar. Cada pedra foi mexida. Começando pelo mais importante, a negociata com os sauditas. Os comentaristas militares lembram que este acordo foi iniciado pelo Obama, que Trump colheu os frutos, mas ao mesmo tempo, colocam o problema sob a visão estratégica, reconhecida por lei, nos Estados Unidos, de que a supremacia militar de Israel  na região tem que ser mantida.

Que existe um equilíbrio que tem sido respeitado pela administração americana, ao longo dos anos, que garante a segurança de Israel.

Apesar das honrarias que Trump recebeu do rei Salman, a Arábia Saudita, é um país inimigo de Israel. As armas vendidas neste acordo, quebraram o equilíbrio das forças no Oriente Médio. Quando os sauditas receberem estes armamentos, Israel deixará de ser o país militarmente mais forte do Oriente Médio, o que é um risco.

Hoje o rei é Salman, que é idoso e doente. Amanhã, quem será o herdeiro? Respeitará os acordos? A experiência mostra que no mundo muçulmano muitos tratados e alianças são assinados em gêlo.

Outro ítem muito criticado, é o fato de que Trump falou em Riad, em alto e bom tom, contra a radicalização, o fanatismo religioso que leva ao terrorismo, quando a Arábia Saudita é o país que sustenta e incita no mundo todo, os ensinamentos radicais islâmicos, a construção de mesquitas que são o ninho de criação das organizações terroristas mais bárbaras que atuam na Europa, no Oriente Médio, na África e também  nos EUA.

Como criar uma frente regional contra o terror, se o dinheiro saudita continua rolando para os terroristas?
Durante a visita relâmpago, em Israel, a mídia não saiu das suas proporções para elogiar Trump,  mas Netanyahu e Sara  não cansaram de “bajular” o casal, bem como os  ministros membros da coalizão.

Algo muito provinciano e algumas vezes patético, com alguns fiascos realmente evitáveis. O discurso tão esperado foi lindo! Deve ter sido escrito por Hertzl com a ajuda de Jabotinsky.
“Israel é maravilhoso, seu povo muito especial, Jerusalem é linda, o Kotel emocionante. Em toda parte, provas arqueológicas da existência judaica na região. O Irã é o inimigo nº1  (como Netanyahu vem afirmando há tempos). Ameaça de extermínio do povo judeu? Não no plantão de Donald G. Trump na Casa Branca!”

Não são exatamente as mesmas palavras, porque eu reduzí o discurso. Mas este foi o discurso mais sionista que algum visitante, por mais ilustre e pró-israelense que seja, pronunciou em Israel.

Mas qual foi a mensagem de esperança e paz? Nenhuma vez foram pronunciadas as palavras negociação, dois estados para dois povos, fronteiras de 1967. Niente. Nada. Nothing.

O discurso foi completamente oco. Se algo de importante foi  falado na reunião entre Netanyahu e  Trump e seus assessores, nada transpareceu ainda.

Depois da reunião com os paises da Nato, seguida do encontro com os paises membros do G – 7 ( EUA, França, Alemanha , Japão , Canadá , Itália e Reino Unido ), grupo  formado pelos países que tem as sete economias mais avançadas do mundo, de acordo com o Fundo Monetário Internacional, Trump retorna à casa, onde estão o esperando pesadas acusações nas mãos do promotor especial destacado para as investigações.

Com o início de Ramadan, o mês mais importante para os muçulmanos,  Israel fez uma série de concessões aos palestinos e aos árabes israelenses, para que possam visitar suas famílias que vivem em áreas onde a passagem de um lado ao outro não é livre, durante as festividades.

Concedeu, também, permissão aos palestinos, cuja entrada em Jerusalém é proibida,  virem rezar na mesquita El- Aksa.
Como milagre, a greve de fome dos prisioneiros (terroristas) palestinos foi suspensa,  depois de 40 dias, por intervenção da Cruz Vermelha Internacional, do representante da Autoridade Palestina e do Serviço Prisional de Israel.

É possível que Trump tenha influenciado Abbu Mazzen. Esta greve tinha um carater político e não  protesto contra as condições das prisões.

Os prisioneiros de Guantanamo podem sonhar com o tratamento que recebem os presos políticos em Israel. Barguti, o líder da greve, queria mostrar a Abbu Mazzen a sua fôrça política no Fatach (ramo político e terrorista da OLP). Mas teve que ceder.

Mas como se diz aqui no Oriente Médio “presentes e refeições nunca são de graça”, Trump acariciou os dois líderes e agora deve enviar o homem forte da sua equipe, que desde a sua posse esteve se aprofundando no problema israelo-palestino, Jaysson Grinblat, para entrar nos detalhes e encaminhar as discussões para algum ponto de concordância.

MANIFESTAÇÃO PÚBLICA


Sábado à noite, cerca de 20 mil pessoas  compareceram à manifestação realizada na Kikar Rabin, em Tel Aviv, para assinalar ” 50 anos de conquista e contrôle da Judeia e Samaria “.

O ato foi organizado por várias entidades da esquerda israelense, que apoia a libertação dos territórios ocupados e a criação do Estado Palestino.

GUERRA DOS SEIS DIAS


A Guerra dos Seis Dias, completa nos primeiros dias de junho, 50 anos, mas  a visita de Trump e a comemoração do Yom Yerushalaym, desviaram o foco do acontecimento mais importante na história político-militar de Israel.

As semanas que precederam a guerra foram de pânico para a população do país cuja sobrevivência estava em risco.
Como Israel poderia enfrentar todos os paises árabes da região, que atacariam  simultâneamente nas fronteiras  norte, sul e oriental?

O exército egípcio, com centenas de tanques e uma frota aérea poderosa, era a maior ameaça. Numericamente, Israel não podia se comparar com os inimigos.

Levi Eshkol

O primeiro ministro na época era Levi Eshkol, que não tinha experiência militar, mas era um homem de visão, que  tomou as decisões certas na hora de perigo eminente, sem se apegar aos interesses políticos.

Nomeou Moshe Dayan como ministro da Defesa, que em conjunto com o Estado Maior do Exército, debateram todas as possibilidades de defesa, e aceitaram as ponderações de Ytzhak Rabin, que era o Chefe do Estado Maior.

O problema de Israel  quando existe uma ameaça de guerra é tomar a decisão certa para não ser condenado pela ONU como agressor e , em consequência, não receber apoio americano  no fornecimento de armas.

Rabin deixou claro, que Israel não poderia correr o risco de ser atacado, pois  as perdas seriam muito elevadas. A única saída seria um ataque de surpresa à força aérea egípcia e foi o que decidiu a vitória de Israel em seis dias.

O governo, nem as autoridades militares, havia pensado na possibilidade de uma vitória que quadruplicou o território de Israel e nem tinham planos para absorver em menos de uma semana, mais de 1 milhão de árabes, nos territórios conquistados.

Só este ano, depois de 50 anos, foram publicados os protocolos das reuniões do gabinete de unidade nacional, formado pouco tempo antes do início do conflito. Menachem Beigin e outros membros do seu partido, entraram no governo.

As discussões foram extensas, mas não havia uma estrategia de paz e  os anos foram passando com as áreas ocupadas sob governo militar israelense que foi muito problemático com atritos frequentes com a população palestina.

Anos após a Guerra de Yom Kipur  (1973), em 1979 , Sadat , presidente do Egito aceitou fazer um acordo de Paz em troca da devolução do Sinai  e Menachem Beigin, então primeiro ministro, assinou.

O rei da Jordânia, Hussein, também entendeu que as guerras com Israel não lhe trouxeram nenhum proveito, assinou com Rabin, então primeiro ministro, um acordo de Paz, em 1994.

Ficaram os palestinos, que não eram nem povo nem governo  e estão até hoje sendo foco de conflitos e terror, com uma liderança fragmentada que não tem poderes para negociar e a Síria, arrasada por uma guerra sem fim.

E Trump foi dar a Arábia Saudita as honras de cacique da tribo do Oriente Médio, que aceita formar uma frente estratégica contra o terror mas com a condição prévia de solução do problema palestino.
Nada mudou.

BOATOS NO CANAL 2 DA TV ISRAELENSE
No noticiário da noite de domingo, informaram sem citar a fonte, que  no encontro entre Trump e Abbu Mazzen em Belém, houve uma discussão cujas vozes foram ouvidas além das paredes e portas.

Diz a informação que Trump censurou o presidente da Autoridade Palestina:” você mentiu para mim! Falas em Paz, quando em Israel eu vi  provas de que está envolvido diretamente na incitação à violência.”
Vamos aguardar as reações.

OS TZADIKIM E TZADIKOT (os justos e as justas)
Os últimos escândalos estão envolvendo personalidades religiosas, daí  o título da notícia. Há dois dias estão sendo investigados e interrogados durante longas horas, o ministro do Interior, Arieh Deri (Shass) e sua esposa, Yafa, por corrupção, uso indevido de dinheiro público, infração das leis de impostos e outras .

Deri, no passado não distante, em 1999, cumpriu pena e anos de prisão pelas mesmas faltas, passou alguns anos fora da política como parte da punição. Pelo visto, nada aprendeu e ainda envolveu a esposa.

Mais 14 envolvidos no inquérito, todos funcionários públicos, inclusive em cargos importantes. O segundo ” tzadik” é o deputado Smolianski, do partido religioso Habayt Heyhudi, presidente de Comissão de lei e justiça da Knesset.
Está sendo acusado de assédio sexual! Difícil de entender.

O TERROR SE EXPANDE
O mundo mudou, ninguém está livre de ser alvo do terror. Em Manchester, um terrorista, cidadão inglês, descendente de líbios, matou 22 inocentes, a maioria crianças e adolescentes  que saiam de um show.  Mais de 60 feridos, dos quais 20 em risco de morte.

Na mesma semana, novamente, no Egito, terroristas do Daesh atiram em dois ônibus que transportavam cristãos  coptas deixando 29 mortos, a maioria crianças.

Em consequência, a aviação egípcia tem bombardeado os focos de ação terrorista na Líbia, cujo governo apoia e inclusive colabora com estes ataques. Incrível.

CHAG SHAVUOT SAMEACH!
SHALOM ME ISRAEL

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