Como os Nossos Pais

Laís Bodansky, diretora consagrada e experiente, dirigiu “Cartão Vermelho”, “Cine Mambembe – o Cinema descobre o Brasil”, “Bicho de Sete Cabeças”, “Chega de Saudade”, “As Melhores Coisas do Mundo”, “O Ser Transparente em Mundo Invisível”. Agora lança seu novo filme: “Como Nossos Pais”, assinando a direção e o roteiro.

O longa narra o dia a dia de Rosa (Maria Ribeiro) que, como toda mulher, além de mãe, é filha, irmã, trabalhadora, sonhadora e amante, ou seja, Rosa é uma mulher do nosso tempo.

No início do filme presenciamos uma cena de tensão entre Rosa e sua mãe, Clarice (Clarisse Azambuja), durante um almoço de família, em que é revelado um segredo bombástico guardado por anos. Essa tensão construída entre Rosa e sua mãe é desconcertante.

A história é bastante real e os personagens são pessoas que nos deparamos ao longo da nossa vida. O pai de Rosa, Homero (Jorge Mautner, com uma ótima atuação), é uma figura carismática que traz um pouco de poesia para a história. O marido de Rosa, Dado (Paulo Vilhena), não percebe que o casamento está em crise e é pouco participativo, sobrecarregando Rosa. Eles têm dificuldade em se comunicar.

O filme toca em pontos universais com os quais nos deparamos a todo momento, que não são fáceis de serem resolvidos, e isso, claro, causa momentos extremamente duros.

“Como os Nossos Pais” foi o grande vencedor do 45º Festival de Gramado, recebendo seis “Kikitos”: melhor longa; melhor direção: Laís Bodansky; melhor atriz: Maria Ribeiro;
melhor ator: Paulo Vilhena; melhor atriz coadjuvante: Clarisse Azambuja; e melhor montagem: Rodrigo Menecucci.

Elis Regina – “Como Nossos Pais” de Belchior

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