Conexão do bem

Estamos vivendo um período difícil no mundo, com muitas guerras, violência e muito pouca solidariedade. Mas eis que, no meio disso tudo descobrimos a “Conexão do Bem”. Pois é, nem tudo está perdido e o jovem ator e cineasta Felipe Haiut está aí para provar isso.

Na entrevista a seguir você vai saber porquê. Vamos lá?

.Quando surgiu a Conexão do Bem?

-No ano de 2007,  me formei em Educação Não-Formal e Liderança Comunitária na instituição Machon Le Madrichim (Jerusalém, Israel) pelo Dror Habonim. Durante esse mesmo período, trabalhei com o grupo Simchat Halev, desenvolvendo uma pesquisa denominada clown therapy (“palhaço-terapia”) – uma iniciativa, reconhecidamente, eficaz no auxílio ao processo de recuperação de pacientes hospitalizados. Em 2012, nasceu a CONEXÃO DO BEM, que foi um projeto  criado a partir da dissertação da minha monografia  para o curso de Comunicação Social da PUC-Rio.

. Foi dificil colocar em prática essa experiência aqui no Brasil?

-Sim, mas com a ajuda de amigos e sempre com o apoio do Dror começamos no Instituto de Hematologia Arthur de Siqueira Cavalcanti – HEMORIO com a proposta de realizar um trabalho de intervenção artística no hospital. Convidei alguns artistas, que assumiram o compromisso social de desenvolver uma pesquisa pioneira, a fim de explorar as potencialidades terapêuticas do teatro e da música e estimular a produção e a democratização da arte e da cultura.

.Como se dá a escolha dos hospitais onde vocês se apresentam?

-É um trabalho de muita responsabilidade, pois estamos entrando em locais de risco de contaminação e devemos tomar todos os cuidados para preservar a saúde dos pacientes. Nesse sentido, realizamos muitas reuniões com os diretores dos hospitais e com os patrocinadores, que sugerem alguns dos locais.

.De que forma os patrocinadores são importantes para a realização desse trabalho? 

-O patrocínio é importante para o transporte do grupo até o local da apresentação, da higienização das roupas e dos equipamentos.

.Fale um pouco sobre as apresentações

-Entramos no hospital como se fosse um cortejo e vamos cantando e atuando, interagindo com as pessoas. É um trabalho muito bonito e eficaz no apoio ao tratamento médico.

.Vocês já visitaram alguma instituição judaica?

-Ainda não, mas estamos com esse projeto para o ano que vem e queremos estreitar os nossos contatos com os empresários da comunidade judaica para viabilizar essa ideia. Gostaria de ressaltar que toda a minha formação está, estreitamente, relacionada ao Movimento Juvenil Dror Habonim, que sempre nos deu muito apoio nesta iniciativa.

.Para conhecer melhor o trabalho de vocês, onde os leitores podem se informar?

-Temos uma página no Facebook, o site www.conexãodobem.org.br e uma plataforma, o benfeitoria.com/conexãodobem, neste último, quem quiser apoiar, mensalmente a partir de R$ 15, também será uma forma de nos ajudar.

 

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