Conversações que não levam a lugar nenhum


Na 4ª feira passada, Netanyahu esteve na Rússia por 24 horas, para um encontro com Putin. Ambos dizem que são bons amigos.

O assunto em pauta, Síria. O fim da guerra está se aproximando, o Daesh está sendo encurralado e vencido, chegou a hora de dividir os troféus.

Muitos participaram da luta, mas dois conquistaram mais medalhas. Usaram mais bombas, mataram mais gente, eram os que decidiam quem, aonde e quando vai se bombardear: Rússia e Estados Unidos . Tudo na base de interesses.

Putin entrou no jogo, quando Obama era o seu principal parceiro  e demonstrou desde o início que quando os  seus interesses são comuns com os de Obama, a concordância era fácil, quando não, sempre levou vantagem, pois estava ao lado de Assad.

Obama não queria mais soldados americanos mortos no Oriente Médio. A guerra no Iraque já havia ultrapassado as previsões.

Deixou claro que não enviaria tropas para a Síria. Só aviões de bombardeio. Putin se arriscou e até oficiais morreram nesta longa guerra.

O problema maior era a atuação de dois parceiros que naõ receavam perder vidas: Irã e Hesbollah. Ambos com a mesma estrategia, ganhar parte do território sírio, na zona do Golan sírio, uma faixa de 30 a 40 km na fronteira com o Golan israelense, que permitiria continuidade territorial e  o mais importante, tornar bem real a ameça contra Israel.

O governo iraniano declarou que dentro de 25 anos  Israel não existirá mais . Agora, na era de Trump, ficou tudo mais simples para Putin. Os Estados Unidos não têm mais interesse no Oriente Médio, além de terminar a campanha no Iraque.

Os chefes das duas grandes potências assinaram um acordo no mes passado, que segundo Nachum Barnea do Yediot Acharonot “é uma negociação cínica entre os dois paises” . Fontes militares israelenses a comparam  com o acordo Ribentropp -Molotov, assinado às vesperas da 2ª Guerra Mundial com uma diferença apenas: com os alemães, os russos foram os perdedores, neste, com os americanos, sairam ganhando em todo o trajeto.

Rex Tillerson, o ministro do Exterior americano “preparou” uma permuta – Síria em troca do Iraque, ou seja, os americanos deixam a arena síria para os russos que em troca, deixam o Iraque nas mãos dos americanos, que estão finalmente conseguindo ganhar pontos lá.

Para Israel, a situação de segurança piorou. A  ameaça do Daesh está sendo dominada, o Irã vai voltar a atuar no Iraque para completar a união xiita, que se estenderá até o Mediterrâneo.

Foi o que levou Netanyahu à Rússia. Foi bem recebido, mas voltou de mãos vazias para os russos, o Irã é muito mais importante, que os americanos se preocupem com Israel.

E no dia seguinte, 5ª feira, 25/8 , aterrissam em Israel, outra vez, os dois judeus enviados por Trump para resolver os problemas com os palestinos. Este “casus”, já  perdeu o interesse mundial.

Kushnir e  Grinblat  os enviados especiais de Trump chegaram após um rodízio de visitas nos paises do golfo pérsico – Arábia Saudita, Emiratos,  Qatar etc.  Para continuar o diálogo de surdos com Israel e a Autoridade Palestina .

Os palestinos não estão mais no 1º lugar nas agendas internacionais, todos já cansaram da irredutibilidade das exigências em ambos os lados .

Estado Palestino e retorno às fronteiras de 1967 são inegociáveis para o atual governo de Israel e os palestinos não recuam um milímetro de Jerusalem como capital, devolução dos territórios ocupados e volta dos milhões de “refugiados”. Estagnação total.

Os enviados assinaram o ponto em Ramalla e em TelAviv /Jerusalém e voltaram como vieram, sem nada. Corrigindo, Grinblat ficou em Jerusalém para aguardar a chegada do Secretário Geral da ONU que chegou no domingo.

Abbu Mazzen está no fim da carreira e não quer ser lembrado como o líder palestino que conseguiu  se separar de Gaza. Antes de mais nada tem que procurar um meio de  dialogar com o Hamas e reconquistar a soberania sobre  a maior prisão do mundo: Gaza. Não é fácil, quase impossível.
Este assunto já me cansou também, certamente, aos leitores idem.

O NOVO SECRETÁRIO DA ONU VISITA ISRAEL


Antonio Gutierres, aterrissou em Israel no domingo à noite, sendo recebido no aeroporto pelo embaixador de Israel na ONU, Danny Danon.

Deverá permanecer 4 dias  com encontros agendados com  o primeiro ministro, a chefia do Estado Maior do Exército,  presidente Rivlin, com o líder da oposição na Knesset, visita ao Yad Vashem e um evento especial no Museu de Israel no qual poderá conhecer as mais recentes inovações israelenses.

Logicamente vai encontrar com Abbu Mazzen e até uma visita a Gaza está incluida no seu programa.
Um pedido especial de Gutierres será atendido: quer colocar uma coroa de flores no túmulo de Shimon Peres, seu grande amigo.

Israel não tem grandes expectativas desta visita, pois a ONU atualmente é uma organização sem dentes – 193 paises   membros, dos quais 84 não são democráticos e 56 formam o bloco árabe-muçulmano .

Os debates e votação na assembleia geral ou nas comissões como a Unicef, Unifil,Unesco , UNRA ou comissão de direitos humanos é sempre dependente da comunhão de interesses dos diferentes blocos , africanos , árabes etc, que são a maioria automática.

De qualquer forma, Gutierres vai visitar os túneis escavados pelo Hamas no sul de Israel , vai sobrevoar de helicóptero a fronteira norte com a Síria e o Líbano e poder ver de perto, porque os 10 mil soldados da Unifil são completamente impotentes para impedir a infiltração das milícias terroristas do Hesbollah e das forças iranianas que não pretendem abandonar a região com o fim da guerra na Síria, constituindo uma ameaça permanente a Israel .

Netanyahu pretende  convencê-lo de que a presença iraniana junto as fronteiras de Israel levarão a um conflito militar , de consequências trágicas para todos os lados.

Vai exigir tambem que a Unifil atue com energia contra o contrabando de armas e explosivos , da Síria para o Hesbollah, no Líbano, que só é interrompido quando Israel bombardeia a caravana enviada pelo Irã.

Os soldados da Unifil não querem se expor a nenhum risco, portanto ainda não apresentaram nenhum relatório que exponha o permanente movimento nas estradas que ligam a Síria ao Líbano. Não vêm nada. Por que a ONU tem que pagar milhões de dólares para mantê-los ?

ELUL , O MES DAS PENITÊNCIAS ( SELICHOT)


O presidente Rivlin tomou uma iniciativa ímpar  neste mês, quando os judeus rezam pelos pecados cometidos e pedem perdão ao Criador,  introduzindo uma ação muito humana para os pecadores.

Conceder  aos cidadãos e soldados que tem registro policial, a possibilidade de cancelar este registro que é uma mancha negra no seu currículo, através de um pedido formal dirigido ao presidente.

As contas com o Criador,  tem que apagar de outra forma, mas pelo menos liquidar as contas com a sociedade  torna-se possível. Gesto muito humano do presidente Rivlin .

HAMAS CONTINUA IRREDUTÍVEL

Os pais do soldado Goldin z”l

Após o resgate de Gilad Shalit que havia sido aprisionado pelo Hammass e cuja libertação custou a Israel a libertação de 1027 terroristas presos em Israel , em 2011 , dos quais 280 estavam condenados à prisão perpétua, como Maruan Barguti.

Entre os terroristas libertados, dezenas voltaram á prisão por atos terroristas que ceifaram a vida de mais 280 israelenses, o que despertou um debate muito afiado com lances muito desgradáveis , pois de um lado estão os pais dos soldados cujos restos mortais  se encontram nas mãos do Hamas e as famílias de mais dois israelenses, civis, que ninguem sabe o paradeiro nem se estão vivos e do outro lado, no outro lado, estão o ministro da defesa Avigdor  Liberman e outros, que afirmam que a era de trocar prisioneiros ou mortos na fração de 1/1000 , acabou. Hoje vão negociar  de acordo com as conclusões da comissão Shamgar , criada depois  da negociação para a libertação de Shalit.

Esta comissão presidida pelo ex-presidente do Supremo Tribunal, Shamgar, concluiu que não é justo aceitar as exigências de  organizações terroristas e trocar 1 soldado  por mil prisioneiros. Não estabeleceu limites numéricos , simplesmente  tornou claro que Israel não deve fazer este tipo de “transação ” que além de injusta é tambem um incetivo aos terroristas a raptar, aprisionar ou matar cada vez mais israelenses e poder libertar todos os seus prisioneiros.

Os pais e famílias do caidos e dos que estão presos em Gaza , não conseguem conter a decepção , a frustração e a tristeza . Protestam contra o governo, contra a Tzava, que deixa seus mortos para trás.
Horrível!

Na 3ª feira, Antonio Gutierres estará de visita em Ramalla e outras cidades palestinas para ver de perto que os palestinos vivem bem.

Em Gaza vai levar um choque! Interessante saber como vão resolver o problema diplomático e legal desta visita , pois Hamas é uma organização terrorista de acordo com os Tribunais Internacionais, portanto o Secretário Geral da ONU não pode ser recebido por Anieh .

A solução será visitar as instituições da UNRA , mantidas pela ONU e dialiogar com os funcionários que dirigem estas instituições .

Na próxima semana eu conto.

SHALOM ME ISRAEL

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