Crise humanitária em Gaza

A população da Faixa de Gaza -1. 700.000 – vive em permanente crise humanitária  que  desde 2006,  se agrava a cada dia.

Gaza tem uma longa história, mas vamos começar nos tempos mais recentes, depois do domínio Otomano que durou do século  XVI até o fim da 2ª Guerra Mundial, quando foi imposto o Mandato Britânico em toda a Palestina.

Depois da guerra declarada pelos paises árabes contra o recém criado Estado de Israel  em 1948, Gaza ficou sob domínio  egípcio até 1967, quando o Sinai, Gaza e a Cisjordânia foram conquistados pelos israelenses na Guerra dos Seis Dias.

Em 1993, com  a assinatura do Acordo de Oslo, a administração da Faixa de Gaza foi transferida para a Autoridade Nacional Palestina.

Entre 2005/2006, Bush, o então  presidente americano  em exercício, acreditou que democracia era o que faltava aos palestinos e investiu política e econômicamente, para realização de eleições em Gaza e Cisjordânia.

A organização Fatach, dominava  a Cisjordânia, denominada, também, Margem Ocidental ou segundo os judeus, Judeia e Samaria, e na Faixa de Gaza predominava o Hamas. Estes dois grupos antagônicos disputavam a liderança palestina.

O conhecido Quarteto, que tentava estabelecer normas políticas e sociais na região – Estados Unidos, Rússia, União Europeia e ONU – consideram o Hamas uma organização terrorista, portanto não seria parceiro para os endentimentos pré eleitorais, assim sendo, as conversações foram realizadas com o Fatach, cujo dirigente era na época e continua hoje, Abbu Mazzen.

Realizadas as eleições em 2006, o Hamas obteve maioria de votos na Faixa de Gaza e também na Cisjordânia, embora menor.

As lideranças de ambos os grupos não aceitaram nenhuma proposta de coalizão e o Hamas se apoderou de Gaza e Abbu Mazzen foi empossado como presidente da Autoridade Palestina, sediado em  Ramalla.

Egito e Israel, diante do perigo de ter uma organização terrorista como o Hamas  governando Gaza, bloquearam as passagens para os respectivos paises.

Aos poucos Israel foi aliviando o bloqueio, permitindo a entrada diária de dezenas de caminhões que abasteciam Gaza, com  bens de consumo. Em  2010, o Egito permitiu a passagem de pedestres  por Rafiach.

Gaza não tem infraestrutura para fornecimento de água, eletricidade, saneamento  de esgoto e todos os serviços indispensáveis para a população de quase 2 milhões de habitantes, e é região de maior densidade populacional do mundo.

Está em 7º lugar no rangue mundial de crescimento demográfico: 3,2%.  Israel fornece água e energia elétrica que cobrem parcialmente as necessidades da população e a Autoridade Palestina, sediada em Ramalla, paga  em parte o consumo devido a Israel, descontando do que recebe de Israel pela cobrança de impostos.

O governo do Hamas recebe milhões de Qatar  como ajuda financeira, que é empregada na escavação de túneis e compra ou fabricação de armas, para o dia que puder destruir Israel.

A população sofre em todos os parâmetros das necessidades de sobrevivência, a taxa de desemprego atinge os 45%, sem perspectiva de um futuro melhor.

Abbu Mazzen continua no poder há mais de dez anos, quando há 5 anos deveriam ter sido realizadas novas eleições.
Atualmente o conflito entre Hamas e Fatach atingiram proporções que podem levar à explosão. Abbu Mazzen se recusa a transferir para Gaza o que recebe de Israel em dinheiro e em eletricidade, alegando que o governo do Hamas não paga pelos serviços e usa o dinheiro para pagar altos salários para a chefia, para as famílias dos terroristas (Abbu Mazzen também faz o  mesmo ) e não para o bem estar da população.

A Autoridade Palestina quer então castigar coletivamente o povo de Gaza, exigindo que Israel diminua a quantidade de eletricidade que fornece à Faixa, que permita apenas 4 horas de energia elétrica por dia! É  desumano!

Israel não quer ficar no meio do conflito político entre Fatach e Hamas, basta o que já tem com os palestinos em geral.

Agora, com a crise entre os paises do Golfo e  Qatar, a situação de Gaza vai piorar, pois os sauditas exigem que a ajuda financeira fornecida por Qatar ao Hamas seja interrompida imediatamente. Que Allah os ajude!

MESMO COM CRISE O TERRORISMO CONTINUA
No final da tarde de 6ª feira, no início do Shabat, três jovens palestinos de uma aldeia próxima a Ramalla, atacaram soldados que estavam de guarda  numa das entradas da cidade velha de Jerusalém.

Usaram armas de fogo e facas. Uma das soldadas, Hadas Malka, 23,  comandante da força, foi morta à facadas, os demais soldados sofreram ferimentos leves. Os três terroristas foram alvejados e mortos.

Mesmo durante o mês de Ramadan, o fanatismo muçulmano mata e a Autoridade Palestina em nota à imprensa, comunica que três jovens palestinos foram mortos em Jerusalém. À toa, foram mortos. E ainda apelam para o mundo condenar Israel.

A BBC de Londres, também anunciou a morte de três palestinos em Jerusalém. Só depois de protestos de Israel, acrescentaram que foram mortos depois de assassinarem uma soldada. A palavra terror, não existe no vocabulário inglês.

ORGULHO PARA ISRAEL


O  escritor David Grossman ganhou o Prêmio de literatura Man Booker,  considerado o 2º prêmio internacional depois do prêmio Nobel, com o seu livro “Um cavalo no Bar”.

Interessante notar que entre os seis candidatos ao prêmio, estava outro famoso escritor israelense, Amos Oz. Kol Hakavod à literatura de Israel !

OS PRÓXIMOS GRANDES SHOWS
No dia 3/7  teremos a apresentação de Britneys, que vem pela 1ª vez a Israel e em seguida, Tom Jones, que atrai multidões nos seus Shows. Frankie Valli and the Four Seasons, se apresentará em 4/7, em Tel Aviv.

Ainda em julho, o Ballet Municipal de Moscou vai se apresentar em 16 cidades de Israel, a Ensemble de dansa Fazisi, da Geórgia, em 9 cidades.

Para agosto, podem programar o Pécs-Ballet da Hungria, em outubro, o Coro do Exército Vermelho e em novembro, David Garret e sua banda.

Estes são os espetáculos internacionais. Os de casa, já estão lotando os parques e o anfiteatro de Cesareia. Entre 27/6 e 2/7 , Pinchas Tzukerman estará se apresentando como maestro e violinista.
Excelente programação.

CONTRADIÇÃO E DEBATE EM TORNO DO CÓDIGO DE ÉTICA
Os jornais de 6ª feira, publicaram dezenas de artigos sobre o Código de Ética, redigido pelo professor Assa Kasher por encomenda do ministro da educação, Naftali Benet, para uso nas Universidades.

Jornalistas, professores, escritores, enfim, a nata da intelectualidade israelense, escreveu sobre o tema. Não  só esquerdistas, mas também da direita “light”. Todos foram unânimes no repudio do afamado Código.

Um dos artigos mais interessantes, na minha opinião, foi do professor Yuval Noah Harari (foto), sobre o qual escrevi algumas linhas na semana passada.

Harari é o autor do livro ” Uma breve história da Humanidade “, que foi traduzido para 45 idiomas, professor de História na Universidade Hebraica de Jerusalem, é uma das personalidades mais solicitadas pelo mundo acadêmico e pelos jornalistas internacionais.
“Se eu obedecesse a este Código, o livro – breve história da humanidade , não teria sido escrito “, escreveu. “O livro nasceu dentro do curso de história que eu ensino, e neste curso digo muitas coisas proibidas pelo Código. Sem o curso, não haveria livro “.
O artigo é longo, pena que não pode ser reproduzido.

ENCONTRO DE CÚPULA NA GRÉCIA


O primeiro ministro Netanyahu esteve na Grécia, entre 15 e 17/6, para um encontro com o primeiro ministro grego, Alexis Tsipiras e o presidente de Chipre, Nicos Anastasiades.

O encontro teve como finalidade, assinar um acordo de cooperação no campo da energia, do desenvolvimento tecnológico e das ciências.

A descoberta dos poços de gás natural em Israel, tranforma estes dois paises vizinhos em pontos estratégicos  para o transporte do gaz, visto que vários paises europeus já manifestaram interesse em adquirir o combustível israelense.
O planejamento do transporte de gaz se baseia na construção de tubos submarinos que chegarão à Grécia e Chipre e em seguida em nova tubulação à Itália.

O encontro foi realizado em Salonica, onde Netanyahu inaugurou o Museu em memória da comunidade judaica da cidade, que foi disimada pelas forças nazistas.

Mais de 90% dos judeus de Salonica, em torno de 50 mil, foram transportados para Auschwitz, onde foram sacrificados.

Uma nota à parte: o avião que levou o casal Netanyahu para a Grécia, foi pilotado pela primeira pilota haredit da Força Aérea de Israel, Nehama Spivak Novak.

AQUECIMENTO GLOBAL – NO ORIENTE MÉDIO

Israel  acompanha com muita preocupação a evolução do conflito entre a Rússia e Estados Unidos nos céus da Síria.
Durante anos, os paises envolvidos no conflito  têm respeitado um acordo no que diz respeito aos ataques aéreos realizados por cada país  para evitar  acidentes.

Esta semana um F-18 americano “obrigou” um Sukoy russo a aterrissar. causando uma crise diplomática entre os dois paises e um agravamento de  tensão na região, já tão estressada nestes 6 anos de guerra.

Outra razão de preocupação foram os disparos de seis foguetes balísticos do Irã contra posições do Daesh na Síria, pois a maioria não atingiu a meta e inclusive um, caiu no Iraque.

Com esta perfeição de tiro, algum pode cair em Israel.

AINDA DEPOIS DA VISITA DO TIO SAM
Foi anunciado, oficialmente, que os dois assessores judeus e os mais próximos do presidente Trump, Jason Grinblat e o genro Gerard Kushnir, estão vindo a Israel para dar continuidade às conversações iniciadas por Trump, atrás dos bastidores com os palestinos.

Grinblat aterrissou hoje, 2ª feira e Kushnir deverá chegar na 4ª feira. Abbu Mazzen e Netanyahu que se preparem para ouvir planos que não estão dispostos a realizar. Pode ser que aconteça algum milagre e algo comece a marchar para a frente.
SHALOM ME ISRAEL

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