Dança macabra

O movimento permanente dos componentes das tempestades que assolam grande parte do nosso planeta, tal como vemos na TV, se assemelha a uma dança, bonita, mas macabra.

Terremotos, tsunamis, furacões, simultâneamente, nos leva a pensar que a natureza está castigando o Homem Sapiens, que do alto da sua sabedoria,causa prejuizos imensuráveis ao meio ambiente.
No Oriente Médio, devido a sua localização geográfica, não ocorrem furacões, pois não tem a sua volta grandes oceanos de água e sim oceanos de areia que causam tempestades de ventos, mas nada comparável aos verdadeiros furacões.

Em Israel, as ameaças vêm também dos humanos, mas não contra o meio ambiente, mas para os que vivem nele, permanentemente no “ôlho da tempestade”.

A semana passada foi um exemplo da realidade que se vive em Israel, diante das ameaças que o cercam.
Desde 1998, o exército israelense naõ realiza um exercício militar nas proporções do que foi iniciado agora. Todas as forças do Comando Norte, milhares de soldados e oficiais de todas as armas de terra, mar e ar, que durante 11 dias, colocarão em prática as hipóteses de ter que enfrentar uma campanha militar simultânea em duas frentes: contra o exército sírio e contra o Hesbollah, quando o diretor do cenário é o exército iraniano.

O Hesbollah depois de 6 anos de guerra na Síria, adquiriu experiência e treinamento, deixando de ser uma organização terrorista para se tornar um exército, que também comete atos terroristas.

O Irã foi o treinador, o fornecedor de armas e o financiador – sustento de milhares de combatentes e suas famílias no Líbano.

Nesta mesma semana, se assinalou 10 anos do ataque aéreo israelense em território sírio, com a destruição do reator atômico em fase final de construção e coincidiu com as informações da mídia internacional, que aviões não identificados bombardearam um complexo de indústria bélica no coração do território sírio, próximo a cidade de Chama.

A imprensa síria informa ainda, que os aviões sobrevoaram território libanes, de onde dispararam foguetes que atingiram a meta.

CERS, é o nome, Centre D’Études et Recherches Syrie, em português, Centro de Estudos e Pesquisas da Síria, era o centro de fabricação de armas sofisticadas, foguetes de grande precisão e, principalmente, armas biológicas e químicas.

Grande parte deste complexo funcionava em áreas subterrâneas muito bem protegidas.
Israel não emitiu nenhuma declaração, nem de culpa nem de inocência. Simplesmente ignora.
O ministro da defesa, Liberman, em entrevista na rádio de Israel, declarou que Israel não tem nenhum interesse em “se envolver em aventuras militares, mas está pronto para se defender contra qualquer ameaça.”

A Síria protestou contra o silêncio da ONU que ainda não condenou o ataque, a Rússia não emitiu nenhuma nota, todos estão estudando os acontecimentos. Outra coincidência, nestes mesmos dias, a ONU publicou um relatório, no qual a Síria foi acusada de usar armamentos químicos contra população civil, pelo menos sete vezes durante o corrente ano.

Assad protestou contra as acusações alegando que o seu país não tem nem produz armas não convencionais, mas as provas do relatório da ONU são por demais convincentes.
No norte de Israel comenta-se que estão de prontidão, mas as fontes militares negam.

OLIMPÍADA DE MUNIQUE: CINCO DE SETEMBRO 1972
Há 45 anos, 11 atletas israelenses que faziam parte da delegação de Israel aos jogos olímpicos em Munique foram assassinados por terroristas palestinos, dentro do centro habitacional destinado às delegações estrangeiras.

Os terroristas invadiram a moradia dos desportistas israelenses e dois atletas reagiram, sendo baleados e mortos na entrada, outros nove foram levados como reféns, que seriam libertados em troca da libertação de 232 palestinos presos em Israel, além de mais dois terroristas alemães, líderes do grupo Badder-Mainhoff, presos na Alemanha.

Israel recusou atender à exigência dos terroristas, mas a Alemanha concordou para poder dar continuação aos jogos olímpicos que haviam sido interrompidos.

A negociação com os terroristas continuou e o governo alemão ofereceu um avião que levasse os terroristas e os reféns para a Tunísia.

Durante 19 horas os atletas foram mantidos como reféns, enquanto duravam as negociações, até que numa ação policial alemã fracassada para libertá-los, foram mortos todos os reféns israelenses e mais cinco terrorristas. Três restantes foram aprisionados pela polícia alemã e libertados dois meses depois.

Os terroristas faziam parte do grupo Setembro Negro. Na época foi muito discutida a atuação da polícia local e em Israel ficou um gosto amargo da eficiência alemã no desenrolar dos fatos.
Durante estes 45 anos,as viúvas dos dois atletas Moshe Wainberg e Yosef Romano em conjunto com representantes das famílias enlutadas, empreenderam uma campanha exigindo que a lembrança dos mortos fosse eternizada no Parque Olímpico de Munique.

Na semana passada, o presidente de Israel, Reuven Rivlin e o presidente da Alemanha, Frank Waltter Shteinmayer e respectivas esposas, participaram da inauguração do monumento em memória dos desportistas assassinados.

Pela primeira vez, a Alemanha reconheceu a culpa e lamentou não ter salvo as vidas dos atletas de Israel. Depois de 45 anos.

AS MEMÓRIAS DE SHIMON PERES Z”L – UM ANO DEPOIS DA SUA MORTE
Um mês antes de falecer, Shimon Peres concluiu a sua autobiografia, que nos permite uma visão rara dos acontecimentos históricos dos quais foi parte integrante.

O jornal Yediot Haharonot, na sua edição de 6ª feira, publicou alguns trechos, que pela primeira vez vem à público, nos quais o ex-presidente descreve a sua determinação inabalável de conseguir levantar o projeto atômico de Israel, com a finalidade de garantir a existência de Israel e dos judeus como povo.

Ben Gurion deu a Peres as rédeas do projeto, que não foi apoiado pela maioria do gabinete. Levi Eshkol, na época, ministro da fazenda disse, simplesmente, que Peres não receberia nem um “grush” – 1 centavo – para desenvolver o projeto.

Mas o projeto foi concluido, o judaísmo mundial doou os meios para o início da construção do reator atômico e o resto pertence a história.

O reator de Dimona, é a garantia de Israel diante das ameaças inimigas e atua como um freio contra a determinação árabe de destruir Israel.

OS INCAPACITADOS SÃO CAPAZES DE PROTESTAR
Desde o início do verão, que um segmento da sociedade formado por cidadãos que por mil razões se tornaram incapazes físicos, vem organizando protestos públicos, depois que concluiram que os políticos, que os ministros que deveriam garantir o seu bem estar dentro das limitações que dificultam o seu desempenho no dia a dia, não cumprem as promessas.

Usaram diferentes táticas para chamar a atenção pública mas a mais eficiente, foi a obstrução das vias de transporte – centenas de deficientes sentados nas suas cadeiras de rodas – são levados por familiares e cuidadores, para as vias mais movimentadas e se colocam nos cruzamentos paralizando completamente o tráfego.

Isto ocorre diariamente nas principais estradas, Tel Aviv – Jerusalém, Tel Aviv–Haifa e demais estradas do complexo viário do país.

Os motoristas apoiam a causa, pois viver com uma ajuda mensal de 2.400 shekalim é impossível, levando em conta as despesas elevadas de manutenção e ajuda profissional, mas depois de dois meses de protestos, já perderam a paciência e a simpatia pela causa. Realmente é incompreensível a falta de sensibilidade dos ministros relevantes.

A meta do protesto é conseguir equiparar a ajuda mensal que recebem, ao salário mínimo que é 5 mil shekalim, o que na opinião do povo em geral é perfeitamente justa, pois a maioria dos deficientes não tem a menor possibilidade de trabalhar para elevar as entradas mensais.

A Knesset deverá discutir o assunto numa reunião especial que foi convocada para os próximos dias, durante o recesso. Que sejam iluminados por uma chama de solidariedade.

ALGO VAI MUDAR EM GAZA?
O secretário geral da ONU, Antonio Gutierres e o presidente da Cruz Vermelha Internacional, Peter Maurer visitaram Israel nas duas últimas semanas e estenderam a visita a Ramalla, sede da Autoridade Palestina e Gaza.

Gutierres, em razão do seu cargo, não pode se encontrar com a liderança do Hamas (organização terrorista), mas Maurer sim e aproveitou a oportunidade, a pedido de Israel para tentar convencer o Hamas a dar informações sôbre os três cidadãos israelenses que estão presos há alguns anos como tambem sobre os restos mortais de dois combatentes israelenses que cairam na campanha Tzuk Eitan.
Não conseguiu obter resposta.

No domingo, 10/9, Ismail Hanie, chefe do Bureau Político do Hamass e Ihie Sanuar, o líder local, foram recebidos no Egito por altas autoridades. Esta é a primeira vez que Hanie atravessa a fronteira de Gaza desde que foi eleito em maio deste ano.

A meta da visita é conseguir mais flexibilidade por parte dos egípcios na passagem de Rafiach, que foi praticamente fechada em consequência dos ataques terroristas do Daesh acessorados por beduinos do Sinai.

Foi levantada também a hipótese de que os oficiais egípcios do serviço de informação, estejam colaborando com seus paralelos israelenses na tentativa de obter estas informações.

Quando a notícia deslizou, Henie imediatamente negou esta possibilidade confirmando as exigências prévias de libertação de 120 prisioneiros em troca de alguma informação.

Mas a visita foi um fracasso, em meio as conversações, terroristas atacam policiais egípcios no Sinai, próximo a Rafiach, matando mais de 20.

VISITA OFICIAL A AMÉRICA LATINA
Benjamin Netanyahu e sua esposa Sarah, viajaram domingo para uma visita à Argentina, Colômbia e México. É a 1ª vez que, durante a cadência, um primeiro ministro de Israel visita estes paises.
Netanyahu vai acompanhado de um grande delegação de empresários e durante a visita serão assinados vários acordos comerciais e de colaboração científica, agrícola e em em outros campos de interesse recíproco.

O Brasil não entrou no roteiro latino-americano, graças ao estremecimento das relações sempre problemáticas entre os dois paises.

Durante mais de um ano, o posto de embaixador de Israel em Brasília esteve vago, pois o Itamaraty não se apressava a conceder o “agrément” ao novo candidato, Yossi Shelly, depois da recusa a Danny Dayan,que foi administrador regional na Judeia e Samária.
Boa viagem e sucesso!

Do México, seguirá para Nova York, onde o primeiro ministro vai discursar na abertura dos trabalhos da Assembleia Geral da ONU, além de encontros agendados com líderes de outras nações e especialmente com o presidente Trump.

O presidente do Brasil, Temmer, não estará disponível para encontrar com Netanyahu, assim informou o ministério do exterior de Israel, pois o pedido chegou depois que a agenda do presidente brasileiro já estava completa. Importante.

Para terminar o noticiário, toda a alegria da semana passada com a confraternização esportiva foi substituida por decepção.

A seleção de futebol de Israel perdeu para a seleção italiana de 1X0. Pelo menos o jogo foi bom e só no fim do 2º tempo, os italianos, tantas vezes campeões, conseguiram fazer um gol. Não foi um vitória brilhante.

Mas no Eurobasket foi uma vergonha a derrota de Israel, perante a seleção da Ucrânia. Ficam as esperanças de alegrias para os próximos campeonatos. SHALOM ME ISRAEL.

 

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