Depois da visita do Tio Sam

Os jornais, rádio e TV, durante a semana que passou, se ocuparam de informar, em números estatísticos, o que resultou da Guerra dos Seis Dias.

Como, da euforia de uma vitória brilhante se chega, depois de 50 anos, à uma realidade tão decepcionante. É como vencer as batalhas e perder a guerra.

O escritor David Grossman (foto), em entrevista concedida à jornalista e plubicitária  Sima Kadmon, do Yediot Aharonot, respondendo à pergunta: “O que mudou em Israel desde que publicou o livro Vento Amarelo  em 1987?”,  explicou que o livro fora escrito, 20 anos após a guerra de 1967, no qual retratou o que viu e ouviu, nos territórios ocupados, durante  as 3 semanas que visitou e conversou  com palestinos e colonos israelenses.

Em continuação, disse que “a mudança é muito sensível, em 1987 havia cerca de 100 mil colonos na Judeia e Samaria, hoje eles são 480 mil.”

O movimento colonialista conseguiu criar na região uma realidade na qual será muito difícil planejar uma linha de fronteira, caso se chegue à negociação com os palestinos. Esta realidade é na verdade, um empecilho para a Paz.

Algo  começa a transparecer depois da visita de Trump. Netanyahu, em reunião com membros do seu partido, Likud, declarou, que não recebeu um cheque político em branco do presidente americano.

Os mitnachalim (colonos) estão em conflito com o primeiro ministro, alegando que Netanyahu aceitou as condições de Trump para reinício das conversações, congelando as construções nos territórios.

Planejaram construir 4 mil novas unidades habitacionais, mas Netanyahu permitiu apenas 2 mil.

Esta semana, uma delegação palestina vai se encontrar em Washington  com os funcionários credenciados pelo presidente a estabelecer um diálogo com Israel.

Uma personalidade política americana, declarou que Trump é especialista em negociações imobiliárias e como tal, entende que Israel ocupou territórios pertencentes aos palestinos, portanto pode optar por duas possibilidades:  devolver ou pagar. Simples.

Os números publicados na mídia,  resultado de uma pesquisa de opinião pública realizada pela Drª Mina Tzemach e Mano Geva, demonstram a ambivalência do povo israelense nas principais conquistas da Guerra dos Seis Dias:Jerusalem Oriental , Judeia e Samaria.

Cerca de 63% dos israelenses, árabes e judeus, não acreditam na possibilidade de uma paz verdadeira com os palestinos.
Quarenta e sete por cento  dizem que os palestinos são os culpados pelo congelamento das conversações , 41% acreditam que as duas partes são igualmente culpadas. Apenas, 9% afirmam que a culpa é de Israel.

Outros 61% apontam o Kotel como o local mais importante em Jerusalem e 21% preferem o Monte do Templo, Har Habait.

O restante da pesquisa, demonstra, claramente, que a brecha interna do povo  é tão  ameaçadora  para os israelenses, como as ameaças à segurança do país. Ainda não chegou a esperada hora.

Smadar Peri, jornalista famosa e conhecida, não só em Israel, como nos paises árabes da região, publicou um artigo muito interessante sobre a guerra de 1967, vista pelos paises  árabes, que se coaligaram para  atacar  Israel.

Em visita ao Museu Militar Egípcio, no Cairo, não encontrou em toda a exposição, nos enormes salões, a menor lembrança da Guerra dos Seis Dias. Como se não tivesse acontecido.

A guerra de 1948, de 1956 e em seguida, a Guerra de Yom Kipur  fazem parte da história militar  egípcia. A de 1967, não existiu.

Só agora, depois de 50 anos, um grupo de oficiais dos exércitos egípcio, jordaniano e iraquiano concordou  em um encontro em Quatar, perfurar as feridas do colossal fracasso e tentar explicar como, quem tem culpa, quem enganou o presidente Gamal Abad A-Natzar (Nasser) garantindo que o poderoso exército egípcio poderia vencer a Tzahal?
Foram 400 aviões egípcios destruidos, 60 no ar, 500 tanques queimados, 15 mil soldados mortos no Sinai e mais de 6 mil prisioneiros  trazidos para um acampamento em Atlit, perto de Haifa e depois libertados .

Nada consta na história militar egípcia.

O Egito perdeu o Sinai, a  Síria,  Ramat Hagolan, e a casa real Ashemita (Jordânia) se separou da Cisjordânia, de Jerusalém Oriental e do Monte do Templo ( Har Habait ).

Eles não esqueceram, nem Israel, que não pode desfrutar de uma vitória militar tão brilhante. Estamos ainda pagando o preço.

TERROR É TERROR NÃO SÓ EM ISRAEL. EM LONDRES, TAMBÉM
No sábado à noite, na Ponte de Londres, 3 terroristas atropelaram e esfaquearam  transeuntes, deixando um saldo de 7 mortos e mais de 50  feridos. Os 3 foram mortos por policiais.

Em Turim, na Itália, 30 mil torcedores da seleção italiana de futebol assistiam a transmissão  em telão da final entre Juventus e Real Madrid  quando gritos de “bomba” ,”terroristas”,  foram ouvidos e o pânico se estabeleceu. Não foi terrorismo,  mas na Europa, o medo do terror já é real e milhares de pessoas correndo, causaram ferimentos  em mais de mil, dos quais , 6 feridos graves.

A primeira ministra britânica, Thereza May, declarou que o islamismo radical é uma ameaça global que deve ser combatida em plano global.

Israel vem clamando há anos, que o terror não é particular de Israel, mas a liderança europeia, principalmente, não tinha a coragem de “dar nome aos bois” e não usavam a palavra terrorista.

É uma lástima a propagação do terror, mas  o mundo não  aprende. Autoridades de Segurança italiana, declararam que Israel tem o que ensinar no campo da prevenção de terror, pois usa tecnologia para detectar possíveis terroristas nas redes sociais.

Na Europa, em geral, os serviços de informação não fazem detenções preventivas de suspeitos, deixando abertas as portas para ação.

O Daesh está perdendo sua fôrça no Oriente Médio e  através das células adormecidas na Europa, ataca onde é mais fácil.

MIRI REGEV, MINISTRA DA CULTURA , SEM CULTURA
Novamente a ministra da Cultura demonstrou o seu desconhecimento total pelo que é permitido ou não na sua função.

Na 5ª feira passada, na Breichat HaSultan em Jerusalem, foi realizada a abertura do festival de Israel  com a assistência de 5 mil espectadores.

O festival se entende, entre 1-18 de junho, com um programa de dança,  música , teatro e outros ramos artísticos , com a participação de conjuntos internacionais, também.

Dois espetáculos foram “censurados” pela ministra: um da espanhola Angelica Lidel e o segundo, da coreógrafa brasileira, Lia Rodrigues, por apresentarem cenas de nudez. Regev declarou que  não vai autorizar o orçamento do festival com a participação destes conjuntos.

O protesto foi geral e a maioria dos participantes comunicou que não se apresentaria, se os dois espetáculos fossem  suspensos.

Na noite da abertura, Miri Regev discursou, sendo interrompida por vaias, assovios, gritos de protesto, que dificultaram muito a sua fala.

Mas como sempre, ela esquece que Israel é um país (ainda) democrático e que  o seu cargo não lhe permite intromissão do conteúdo dos programas culturais, desde que não afrontem, nem aticem contra  as leis do Estado e  seus símbolos.

No domingo, foi convidada a um encontro com o Conselheiro Jurídico do Governo, que lhe explicou que as leis não permitem, que ela censure atividades culturais legais.

Mesmo depois deste esclarecimento, insistiu em declarar que naõ vai permitir espetáculos que ofendam os valores judaicos.

O diretor do festival afirmou que todos os espetáculos programados seriam realizados, com ou sem a concordância da ministra.

É demais!

VISITA RELÂMPAGO A ÁFRICA


Em Monróvia, capital da Libéria, foi realizada no domingo uma reunião da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental –ECOWAS-.

Quinze paises africanos fazem parte desta comunidade: Libéria, Benim, Burkina Faso, Cabo verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné, Guiné Bassau, Mali, Niger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo.

Israel não tem relações diplomáticas com todos os paises membros, em razão do conflito com os palestinos, mas tem o  maior interesse na aproximação, diálogo, investimentos nestes paises  dos quais está desligada.

A ONU é composta por 193 paises, 54 são africanos, dos quais a maioria vota contra Israel, em todas as proposições palestinas.

O Senegal, por exemplo, que mantinha relações diplomáticas com Israel, votou contra Israel na reunião da Assembleia Geral em dezembro de 2016. Em consequência, o embaixador de Israel no Senegal, voltou para Jerusalém.

Nem todos os representantes de paises participantes  do evento, foram convidados  a discursar. Netanyahu foi, inclusive, causando um problema diplomático, pois o rei do Marrocos que devia participar da conferência mas não iria discursar, cancelou a sua participação, pois sentiu-se ofendido.

Netanyahu, que tambem é ministro do exterior, aproveitou o evento para encontros com líderes africanos, empenhando-se em propor projetos de colaboração e reatar o diálogo com Senegal.

A África é um arsenal para relações e investimentos econômicos. São 350 milhões de consumidores em potencial.

PARADA EM HOMENAGEM A ISRAEL
Domingo, na 5ª avenida, Nova York, 40 mil pessoas  empunhando bandeiras, desfilaram em homenagem e apoio a Israel.

O governador do estado de Nova York  que participou do desfile, declarou que anualmente será comemorado no estado, o Dia de Shimon Peres.

O ministro da segurança interna de Israel, Gilad Erdan, o prefeito de Jerusalem, Nir Barkat e Hami Peres, filho de Shimon Peres, participaram do evento.
Até a próxima semana !
SHALOM ME ISRAEL !

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