Eva Hesse, importante escultora do movimento pós-minimalista


Eva nasceu em uma família de judeus em Hamburgo, Alemanha, em 11 de janeiro de 1936. Quando tinha dois anos, em dezembro de 1938, seus pais, na esperança de fugir da Alemanha nazista, enviaram Eva e sua irmã mais velha, Helen, para os Países Baixos.

Após quase seis meses de separação, a família novamente reunida mudou-se para a Inglaterra. Em 1939, emigraram para a cidade de Nova York e Instalaram-se no Washington Heights de Manhattan.

Em 1944, os pais de Hesse se separaram, seu pai se casou novamente em 1945 e sua mãe cometeu o suicídio em 1946 (sofria de bipolaridade).

Eva formou-se na Escola de Arte Industrial de Nova York aos 16 anos. Aos 18, trabalhou na revista “Seventeen” e fez aulas na “Art Students League”. De 1954 a 1957, estudou na “Cooper Union” e em 1959 recebeu o diploma da Universidade de Yale.

Depois de Yale, Eva ficou amiga de artistas, incluindo Sol LeWitt, Donald Judd, Yayoi Kusama, entre outros. Sua amizade com Le Witt durou até o fim de sua vida. Os dois tornaram-se os artistas mais influentes da década de 1960.

Em 1962, ela conheceu e se casou com o escultor Tom Doyle (1928-2016). Em 1965, o casal mudou-se para a Alemanha, mas o casamento já estava desgastado e eles se divorciaram em 1966. Em sua estadia na Alemanha, na fábrica têxtil de Friedrich Arnhard Scheidt, a artista aproveitou para trabalhar com restos de materiais em suas esculturas. Essa fase marcou um ponto também para ela, uma vez que continuou a criar esculturas que se tornariam o foco principal de seu trabalho. Voltando a Nova York, em 1965, Eva começou a experimentar os materiais não convencionais que iriam caracterizar todo o seu trabalho futuro: o látex, a fibra de vidro e o plástico.

Muitos historiadores feministas da arte notaram que seu trabalho iluminava com sucesso as questões das mulheres, evitando qualquer agenda política óbvia. A artista revelava em uma carta a Ethelyn Honig (1965): “uma mulher está em desvantagem desde o início… Ela não tem convicção de que tem o “direito” de realização. Ela também não tem a crença de que suas realizações são dignas…

Uma força fantástica é necessária e também coragem. Eu aposto nisso o tempo todo. Minha determinação e vontade são fortes mas está faltando autoestima que eu nunca pareço superar”. A artista negava que seu trabalho fosse feminista, defendendo-o como feminino, mas sem declarações feministas em mente.

Eva Hesse colocou em suas obras um significado bem pessoal que estabeleceu a unidade entre o fazer, o pensar e o sentir. As experiências de vida estavam sempre incluídas no seu ato de produzir os objetos.

Em outubro de 1969, a artista foi diagnosticada com um tumor cerebral e, após três cirurgias, veio a falecer em 29 de maio de 1970, aos 34 anos. Sua carreira durou apenas dez anos, mas Eva Hesse deixou-nos uma obra original e muito importante.

Eva Hesse – Trailer (Documentary – 2016)

 

Comente