Jerusalém Capital

Devo um explicação aos leitores do Nosso Jornal, que não receberam o noticiário de Israel nas ediçõrd do último dia 28 de novembro e de 5 de dezembro.

No dia 25 de novembro, desembarquei no Rio de Janeiro às 7 da manhã e às 12 horas já estava voando para São Paulo para participar da comemoração do 80º aniversário da minha irmã caçula, Anita, que reuniu a família e amigos no dia 26.

Mas as festas continuaram, com a colação de grau do meu neto caçula, Ian, formando da Faculdade de Medicina Souza Marques do Rio, realizada no último dia 29, seguida do Baile de Gala em 1/12 .

Para completar a alegria, família e amigos se reuniram para mais uma comemoração, o aniversário do nosso recém diplomado, em 3/12 ! Parabéns!

Depois de tantas alegrias, uma gripe carioca me colocou na horizontal durante uma semana, sem aviso prévio, apesar da vacina.

Mas nenhum destes acontecimentos influem em nada na velocidade que o mundo gira e nem no ritmo acelerado dos acontecimentos em Israel e fora dele, que sim repercutem em todo o mundo.

JERUSALEM CAPITAL

A declaração aguardada de Trump, incendiou o rastilho de pólvora do mundo muçulmano, que está sempre em alerta, esperando o fósforo de plantão que venha acendê-lo.
Os anúncios da liderança árabe e muçulmana de que Trump “havia aberto as portas do inferno” foram muito pomposas e menos efetivas.

Realmente houve muitas manifestações de protesto nos países muçulmanos em vários graus de virulência antiamericana e antissemita.

Em Israel, os ameaçadores “dias de fúria” não tem sido muito mais violentos do que os repetidos há mais de 70 anos, em todas a datas significativas para o povo judeu e para o Estado de Israel.

O governo e as forças de segurança estão em estado de alerta e preparados para todo tipo de agressão, que tem sido frequente e inclusive um ataque terrorista em Jerusalém, no domingo, quando um palestino esfaqueou um segurança, sendo rendido pelos policiais que estavam próximos ao local. O policial foi gravemente ferido.

Ron Ben Yshai, analista político, explica que até o momento presente, as reações de protesto à declaração de Trump de que Jerusalém é a capital de Israel, tem sido menos intensas do que se esperava, por uma razão muito simples, nada mudou na realidade israelopalestina com este anúncio.

Em primeiro lugar, porque desde 1995 isto foi aprovado pelo Senado americano e a cada seis meses, todos os presidentes dos Estados Unidos tiveram que comunicar ao Senado que ainda não transferiram a Embaixada americana para Jerusalém como Trump também, por a,b,c, motivos técnicos.

Em segundo lugar, Jerusalem é a capital do Estado, pois é a sede do governo: o presidente mora em Jerusalém, o primeiro ministro também, o Parlamento, o Supremo Tribunal e os Ministérios estão localizados em Jerusalém, portanto, nada mudou.

Em terceiro lugar, a declaração de Trump, não tocou em nenhuma vírgula do Status Quo dos locais santificados, não justificando uma “guerra santa” muçulmana pela preservação destes lugares.

O problema ficou reduzido aos palestinos apenas e estes, depois de tantas guerras inúteis, já não estão dispostos a entrar em novos conflitos graves.
Em resumo: os judeus israelenses não “comemoraram“ o fato com alegria desmedida e os árabes israelenses e palestinos não se imbuíram de tanta fúria, como o Hamas previra, ou seja, a declaração de Trump nem deu tanta alegria aos judeus israelenses e nem deu justificativa aos muçulmanos para se matar.

Veremos o que o futuro ainda nos vai reservar.

O POVO VOLTA ÀS RUAS

Nos último dois sábados à noite foram realizadas as primeiras do que deverá ser uma série de manifestações populares contra a corrupção governamental, em Tel Aviv.
A passeata que se seguiu, foi denominada a “marcha da vergonha” e deverá prosseguir protestando contra a corrupção e contra a corrida da bancada do Likud na Knesset em legislar leis que protejam Netanyahu e seus pares de serem indiciados nos processos que estão em curso.

ÚLTIMA HORA

Nesta segunda feira , o presidente russo Putin, aterrissou em Damasco para uma visita de surpresa ao seu aliado agora insubmisso, Assad.

O presidente sírio e seus novos parceiros, Erdogan e Rohani, (Turquia e Irã), não estão aceitando as condições de Putin para por fim à beligerância n Síria.

O projeto de Putin, de determinar o futuro político de Assad e da Síria, está encontrando objeções que não estavam previstas no curso da guerra, quando Putin colocou toda a sua influência e força militar prevendo o que seria a Síria um dia depois do término da guerra. Assad está recuando das promessas e Putin não admite este tipo de comportamento.

A última palavra ainda não foi pronunciada.

NETANYAHU EM VISITA A FRANÇA E BÉLGICA

No final desta visita Netanyanhu declarou que o Irã pretende enviar uma força militar de 80 mil shiitas para a Síria.

Realmente ainda não chegamos ao fim da guerra na Síria.

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