#Moshémerepresenta

moshe

Por todas as suas extraordinárias qualidades e até pelos seus pecadilhos. Era humano. O Moshé, que sobreviveu ao decreto do Faraó de morte aos meninos judeus, que se rebelou contra os maus-tratos da escravidão, que, humildemente, duvidou da sua capacidade ao ser o escolhido para liderar o seu povo. Que, seguindo os desígnios divinos, transformou escravos em homens livres. O Moshé, que conduziu o povo judeu no deserto, que enfrentou críticas e contestações, mesmo com o maná descendo dos céus, por obra e graça do Criador.

O Moshé, que me representa, é aquele que não entrou na Terra Prometida e nem teve o  direito de ter um túmulo em um lugar conhecido, para evitar a sua adoração, ao contrário dos líderes da chassidut, que tiveram a oportunidade de demarcarem, para os seus seguidores, os seus locais de veneração.

O Moshé, que exerceu o seu poder de liderança contra o inimigo, mas que sempre dialogou com os seus comandados, em busca do consenso. Mesmo assim, foi traído, enquanto recebia, no céu, as Tábuas da Lei.  Os mais afoitos construíram um bezerro de ouro.

Moshé, a princípio, se rebelou, para logo em seguida tentar intermediar um perdão para o nosso povo. E escutamos a voz de D’s, ao pé do Monte Sinai. Estávamos todos lá.

Como estamos hoje aqui, repetindo essa história para os nossos filhos e netos, no Seder de Pessach. E, baseados nos princípios de justiça social da Torá, seguindo a Hagadá, oferecendo comida para os que têm fome. Esse movimento de solidariedade comunitária, que faz parte do modo judeu de ser, desde os tempos dos nossos patriarcas, não sei por que, não encontra tanta ressonância nos nossos grupos de discussão de esquerda ou de direita.

Preferimos dar voz e vez aos Egitos, que ainda nos aprisionam, em vez de legar às novas gerações condutas éticas, que garantem a existência de nosso povo, por mais de cinco mil anos. Todos em busca dos seus quinze minutos de fama, que poderiam ser gastos em ações, que favorecessem o aperfeiçoamento do mundo e o bem estar das pessoas. É para isso que fomos designados como povo escolhido.

O sectarismo, a divisão e a agressão, que graça hoje em nossas redes sociais, não fazem parte do enredo da Hagadá. Ao contrário, a nossa história é inclusiva, admitindo e promovendo o diálogo entre irmãos tão diferentes, quanto reais. Vários rabinos participam de seus textos, a alegria e a tristeza se misturam noite a dentro, as crianças  seguem a cantoria dos adultos e a porta é aberta, para a chegada de Eliahu Hanavi, anunciando um tempo de esperança.
Espero que um novo tempo, com mais gente adepta da hashtag:

#Moshé me representa.

2 Comentários

  1. Suzana Grinspan
    Suzana Grinspan 5 de abril de 2017 at 14:20 |

    SARITA COMO SEMPRE EXCELENTE!!!!!TE DESEJO UM PESSACH KASHER VE SAMEACH !!!!!!

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    1. Sarita Schaffel
      Sarita Schaffel 6 de abril de 2017 at 11:44 |

      Querida amiga

      Um Pessach muito iluminado para a tua família e para o nosso povo.
      Beijo,
      Sarita

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