“Mulher Maravilha” – a primeira heroína feminina

A Mulher Maravilha foi criada há mais de 75 anos pelo psicólogo de Harvard, Professor Wiliam Moulton Marston, que ajudou a tornar real o detector de mentiras e criou o polígrafo. Ele tinha uma vida não convencional e mantinha uma relação de poligamia, envolvendo sua esposa, a psicóloga Elizabeth Marston, e Olivia Byrne, uma ex-aluna que virou acadêmica. As duas continuaram juntas após a morte de Marston em 1947.

Essa relação e os ideais feministas das duas mulheres foram essenciais para a criação da personagem. Nessa época se iniciava o movimento feminista com a luta pelos direitos das mulheres ao voto, ao controle da natalidade e ao direito de estudar nas universidades.

Marston acreditava que o mundo seria no futuro governado por mulheres devido a sua capacidade de amar o outro e também por sua compaixão.

A história em quadrinhos da “Mulher Maravilha”, lançada pela “All Star Comics” em dezembro de 1941, e a série da televisão (1975-1979), estrelada por Linda Carter, são queridas recordações de nossa infância e juventude.
O filme dirigido por Patty Jenkins já é um sucesso mundial com recorde de bilheteria.

A trama se passa no período da Segunda Guerra, e a atriz israelense Gal Gadot, casada e mãe de dois filhos, foi treinada pelos rigores do exército de Israel para estrelar o filme. Ela voa, rodopia e pousa combatendo os inimigos da paz.

O livro “A História Secreta da Mulher Maravilha”, da escritora e pesquisadora de Harvard, Jill Lepore, estará em breve nas prateleiras, num lançamento da livraria Saraiva.
Nós mulheres somos todas “Mulheres Maravilha”.

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