Mulheres fazem a paz

Tania Harkavi (a primeira à esquerda) no evento de Curitiba

Uma caminhada que busca inspirar mudanças e promover a união das pessoas em prol da paz. Esse é o objetivo da Caminhada das Mulheres pela Paz, que foi realizada no último domingo (29) e reuniu cerca de 2 mil pessoas, em Curitiba.

De branco, as participantes se emocionaram com os shows de Elba Ramalho e dos artistas Yael Deckelbaum, Myriam Toukan, Hamilton de Holanda, Gui Duvignau, Liron Meyuhas, Daniel Rubin. O destaque foi a apresentação da música “Prayer of the Mother”, que foi acompanhada pela Orquestra Sinfônica do Paraná.

Inspirado no movimento internacional, o “Women Wage Peace”, que começou em Israel, Curitiba foi a primeira cidade da América Latina a promover a caminhada. “Há um ano recebi o vídeo da marcha em Israel e me emocionei muito, senti a necessidade de fazer alguma coisa. Aqui a nossa guerra é urbana, é todo dia. Considerando que a música e o amor têm um poder transformador e que a paz não é uma utopia, vamos concretizar esse desafio”, explicou Consuelo Cornelsen, coordenadora geral do evento na capital paranaense.

Tania e Julliet

“Mulheres pela Paz” é um movimento que surgiu em Israel com mulheres judias, muçulmanas e cristãs unidas para fazer uma marcha pela paz no mundo. O movimento começou em 2014 e a primeira marcha foi feita em 2016 em Israel. Também já foram realizadas caminhadas na França e em algumas cidades dos Estados Unidos.

A brasileira, que fez aliá há 47 anos, Tania Harkavi, é uma das representantes desse movimento por Israel ao lado da palestina Julliet Kahwajiuma e as duas estarão, terça feira, dia 31 de outubro, às 20h, no Midrash Centro Cultural para falar sobre o Women Wage Peace. A Entrada é gratuita.

Além das palestrantes, a cantora Soraya Ravenle e o grupo árabe Al Nur Kibir irão se apresentar tocando músicas árabes e o hino  Prayer of the Mothers, na voz de Yael Deckelbaum.

O movimento que conta com 25 mil pessoas em Israel (15% é formado por homens) ganhou espaço em outros países da Diáspora e tem hoje mais de 40 mil seguidores na página do facebook.

No último mês de setembro, ao final do Ano Novo judaico, a jornada que reuniu mulheres seculares e religiosas, jovens e idosas, judias e árabes, da direita, do centro e da esquerda caminhou de Sderot até Jerusalém.

Durante essa jornada, milhares de mulheres e homens assinaram uma carta de acordo, exigindo que líderes isralenses tomassem uma resolução diplomática para o conflito.

 

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