Noma Bar

Avinoam Noma Bar é conhecido por Noma Bar. Desenhista gráfico nascido em Israel, em 1973, seus trabalhos aparecem em inúmeras mídias como: Time out London, BBC, Random House, The Observer, The Economist, Wallpaper, New Yorker, Esquire e também na revista brasileira Piauí.

Famoso mundialmente, tem centenas de trabalhos publicados em capas de revistas, também mais de 550 ilustrações e publicou dois  livros com seus trabalhos: “Guess Who – The Many Faces of Noma Bar”, em 2008 e “Negative Space”, em 2009.

nomabar_guesswho_bobdylanBar queria ser artista desde criança. Descobriu sua vocação durante a Guerra do Golfo em que passou vários dias dentro de um abrigo nuclear com sua família e acabou enxergando o rosto de Sadam Hussein em um símbolo de radioatividade no jornal IMG.

Começou a fazer caricaturas de brincadeira e acabou se aprimorando na arte de espaços negativos, que ele gosta de chamar de espaços positivos.

Graduou-se em 2000 na “Bezalel Academy of Art and Design”, de Jerusalém e mudou-se para Londres a fim de prosseguir sua carreira.

Seu trabalho tem poucos traços, seu maior talento é retratar  personagens em questões sociais. Usa cores fortes, poucas formas e com um ou dois traços é capaz de captar o “espírito” de uma pessoa. Transmite também, às vezes, uma mensagem social com muita clareza. E tudo com um toque de humor. Ele se inspirou em Chaplin com o seu humor mudo. Suas ilustrações são sempre provocativas e isso é o seu maior atrativo.

Ilustrando o regime comunista ele utiliza a foice e o martelo, sabiamente rearranjadas no nariz e na boca de Joseph Stalin. Ambos ícones que ficam contextualizados pelo poder associativo, uma vez que o observador conhece tudo que é retratado.

No ícone Bob Dylan, Bar usando três dos instrumentos de trabalho de Dylan: notas musicais , guitarra e gaita. Numa face branca ele realiza o “Negative Space” em branco.noma3

No desenho de Chaplin comendo espaguete, ele se inspira na cena dos sapatos de Chaplin e faz o sapato como boca, e o bigode e o laço viram espaguete, formando o nariz e o olho de Chaplin.

Em seu Livro “Negative Space”, ele define seu pensamento sobre sua arte: “Um artista usando ‘espaço negativo’  conta com o espaço que circunda o objeto para obter modelos e meios. Naturalmente, o termo também se refere a todo tópico que evoque sentimentos de inquietação e desconforto”.

Sem dúvida esses são recursos empregados por ele. Bar combina comentários políticos e sociais com ícones cômicos do dia–a–dia.

É nessa simplicidade aparente que reside a força de suas ilustrações: por trás da imagem  de fachada se esconde outra, mais sutil, como um segundo nível de leitura.

Ao ser perguntado como surgem suas ideias, responde: “ As ideias são como coelho, você tem um casal e logo tem uma dúzia …”

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