Norma Grinberg, artista plástica e professora

Norma Tenenholz  Grinberg nasceu em Cochabamba, Bolívia, em 1951. Em 1959 veio para o Brasil, fixando residência em São Paulo. Iniciou seu trabalho em cerâmica em 1972. É uma ceramista talentosa com exposições importantes no Brasil, Portugal, Egito e Estados Unidos.

Ela obteve o título de mestre pela ECA/USP (Escola de Comunicação e Artes da Universidade de São Paulo), onde concluiu seu doutorado em poéticas visuais em 1999. Nesse mesmo ano participou da 6ª Bienal Internacional de Cerâmica Artística, em Aveiro, Portugal.

Norma dá um novo sentido a essa técnica tradicional com a produção de objetos utilitários. Ao longo de mais de 30 anos, suas obras desdobram-se em pesquisas e configurações mantendo sempre a coerência e a continuidade.

Desde a década de 1970 suas esculturas propõem a participação do espectador com a manipulação das peças, numa espécie de jogo sujeito à imprevisibilidade. Suas formas abstratas e geométricas, geralmente monocromáticas, dialogam com a tradição construtivista.

Na década de 1980 essas bases modulares foram construídas em cima de cortes, interferências, aglomerações e justaposições, em que uma obra se origina a partir de outra e nas quais também se inicia a exploração do uso da cor.

Em 1994 surgiram as instalações   “Humanoides /Transmutações” , resultado de sua pesquisa de mestrado. Essas figuras têm contornos semelhantes a figuras humanas, verticalizadas e alongadas. São “seres” que habitam um ambiente criado cenicamente com areia e argila, entre outros materiais, em espaços arquitetônicos denominados ninhos, que nos remetem a formas ancestrais como torres e arcos.

Norma Grinberg questiona os limites hierarquicamente estabelecidos entra a escultura e a cerâmica.  Para a artista, a razão e a emoção são inseparáveis. Suas obras não possuem uma preocupação decorativa, mas um modo de visualização de volumes, formas, cores e texturas. Ela é, sem dúvida, uma figura de destaque no panorama atual da arte contemporânea brasileira.

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