O boicote e o espírito esportivo nos torneios internacionais

Tal Flicker com a medalha de ouro

Não é a primeira vez que atletas israelenses enfrentam com galhardia o boicote que tenta quebrar o seu espírito esportivo.

Desta vez foi em Abu Dhabi, no Torneio Internacional de Judô, o Grand Prix, o Grand Slam desta categoria esportiva.

Israel e Abu Dhabi não mantem relações diplomáticas, mas as Federações Internacionais das diferentes categorias de esportes, podem aplicar sansões contra afiliados que recusam-se a participar de algum evento, por razões políticas ou outras, alegando que o esporte está acima das divergências entre os paises.

Pela mesma razão, Abu Dhabi teve que aceitar a inscrição de Israel, caso contrário, seria excluido da federação.

Os organizadores do torneio usaram de todas as táticas para impedir que Israel se inscrevesse como participante do evento, mas a Federação Israelense de Judô não desistiu e aceitou, inclusive, todas as exigências nada esportivas como: a palavra Israel não seria usada em nenhum dos dispositivos eletrônicos, placas  etc , dentro e fora do estádio onde seriam realizadas as disputas; os atletas não poderiam usar nenhum símbolo nos uniformes que os identificassem como atletas israelenses; em caso de vitória, receberiam a medalha, mas a bandeira de Israel não seria hasteada e nem o hino do país seria tocado.
Foram 46 bandeiras  hasteadas dentro e fora do estádio, exceto a de Israel. Nem todos em Israel apoiaram a decisão da Federação de Judô. As discussões foram intensas, pois para os que eram contrários à participação de Israel no torneio, as condições impostas pelos organizadores eram ofensivas, humilhantes.

A ministra da Cultura e Esporte, Miri Regev, incentivou a participação nos jogos, alegando que Israel não pode se curvar ao boicote e ser excluido dos eventos esportivos e sim, participar, apesar de todos os obstáculos.

Durante dois dias, a equipe de Israel esperou pelo visto de entrada, indo e vindo ao aeroporto Ben Gurion, sem conseguir embarcar.

Não sei como os atletas enfrentaram tanta oposição e não perderam a “garra” de disputar, mas valeu o esforço, conseguiram cinco medalhas.

Tal Flicker – medalha de ouro, Gili Cohen, Tohar Butbul, Or Sasson e Piter Platchik, medalhas de bronze.

Quando Tal Flicker ocupou o degrau mais alto do pódio para receber a sua medalha, foi hasteada a bandeira e tocado o hino da Federação Internacional de Judô, mas Tal cantou em sussuro o hino de Israel – Hatikva.

Muito espírito esportivo.

AS MULHERES DOMINAM NO SUPREMO TRIBUNAL

Esther Haiti a nova presidente do Supremo Tribunal com as netas na cerimônia de posse

Na 5ª feira passada, 26/10/2017, foi realizada na residência oficial do Presidente de Israel, Reuven Rivlin, a cerimônia de posse e juramento da juiza Esther Haiut como presidente do Supremo Tribunal de Israel.

A juiza Myriam Naor, que ocupou o cargo até agora, se aposentou de acordo com a lei, ao atingir os 70 anos de idade.

Desde a criação do Estado de Israel em 1948 , 12 juizes e juizas ocuparam o posto mais alto do Sistema Judiciário do país, entre os quais, três juízas, Dorit Beinish, Myriam Naor e Esther Haiut, recém empossada.

Esther Haiut, 64 , nascida em Israel, filha de sobreviventes do Holocausto, não foi criada com colher de prata. Passou, como a maioria da população de Israel na época, todas as dificuldades de um país em fase de desenvolvimento, que teve que arcar com a absorção de centenas de milhares de olim, sem uma infra estrutura compatível com as necessidades.

Esther Haiut chegou ao ápice da carreira de magistrada, subindo todos os degraus, desde o Tribunal de primeira instância, Tribunal Distrital de Tel Aviv, em 2004, nomeada juiza do Supremo Tribunal e agora Presidente da Suprema Corte.

A nova Presidente assume o cargo numa época em que o sistema político, enfraquecido pela disputa de força na arena político partidária, busca se fortalecer às custas das críticas a da atuação do Supremo Tribunal  como defensor do sistema democrático. No seu discurso de posse, Esther Haiut enfatizou:

…”Tenho o compromisso de salvaguardar a democracia. Ao meu ver, o segredo da nossa força e poder se deve, em grande parte, à nossa persistência em aderir aos valores democráticos, apesar de todos os perigos de sobrevivência. Do nosso ponto de vista como Autoridade Jurídica, não se trata de forma alguma, de luta pelo poder ou controle e sim pelo nosso dever como juizes – zelar pelo cumprimento das leis, pelos valores básicos constitucionais e pelos direitos humanos”.

Um grande peso de responsabilidade .

A RECONCILIAÇÃO ENTRE GAZA E RAMALLA
Como sempre, os palestinos não se entendem entre si, de modo que os primeiros passos na formação de uma estrutura governamental que possa unir o Hamas e a Autoridade Palestina, estão capengando.

O problema da transferência da responsabilidade pela segurança, que inclui a desmilitarização do Hamas  para a Autoridade Palestina, está entalado em muita lama e disputa de poder, mesmo entre a liderança de Gaza.

Na 6ª feira passada, Taufik Abu Naim, um dos mais importantes chefes do segmento militar do Hamas, foi vítima de um atentado quando saiu da mesquita depois das orações.

Uma bomba colocada sob o seu carro, explodiu quando ligou o motor. Sofreu ferimentos de pequena gravidade, mas continua hospitalizado.

A primeira reação palestina foi culpar Israel, mas rapidamente as investigações levaram ao caminho certo: Daesh, que tem penetração em Gaza vindo do Sinai, onde desenvolveu a sua capacidade terrorista, inclusive, realizando repetidos ataques às forças militares egípcias.

O presidente da Autoridade Palestina, Abbu Mazen, não se apressa em assumir a administração de Gaza pois as tentativas anteriores de reconciliação fracassaram, exatamente, pela impossibilidade de colaboração entre as facções do Hamas que lutam entre si para conquistar o poder.

O presidente Trump ainda não desistiu do seu projeto de descongelar as negociações entre Israel e os palestinos e o seu enviado especial Jason Greenblat tem vindo com muita frequência à região  para encontros estéreis com Netanyahu e com Abbu Mazen.

Simultaneamente, Gerard Kushnir, o genro judeu de Trump, esteve na Arábia Saudita em missão especial com a mesma finalidade – incentivar a participação dos paises muçulmanos moderados nas negociações israelo-palestinas.

A atuação de Trump, visa desenvolver projetos econômicos que aproximem os paises da região  com a participação de Israel.

A ONU E SUA AGÊNCIA DE ASSISTÊNCIA AOS REFUGIADOS DA PALESTINA –UNRWA
Em menos de dois meses, funcionários da UNRWA descobriram túneis escavados sob duas escolas mantidas pela organização.

Israel vem tentando há alguns anos explicar e demonstrar , que nas duas últimas ações militares contra o Hamas em consequência dos repetidos ataques de foguetes sobre território israelense , que os terroristas de Gaza usam os estabelecimentos da UNRWA, hospitais, escolas e outros, como plataformas de disparo de foguetes.

As explicações não foram aceitas e Israel foi severamente criticado por bombardear estes estabelecimentos, pois na guerra moderna o local do disparo de qualquer artefato explosivo pode ser localizado com absoluta precisão  e a meta foi atingida.

Nesta semana, quando foi encontrada outra entrada para túneis escavados sob outra escola, os funcionários da UNRWA despertaram do seu torpor intelectual e censuraram os responsáveis do Hamas e vedaram as entradas para os túneis de ataque a Israel.

Finalmente a verdade vem à tona e quem sabe? a ONU e seu funcionalismo pro-palestino vai começar a entender as manipulaçoes terroristas que ocorrem na sua própria casa.

VOLTANDO AOS TÚNEIS
Na 2ª feira, depois das 12 horas, foi anunciado que as forças armadas de Israel bombardearam uma área em seu território, muito próximo à cerca de segurança que limita a fronteira entre Israel e a Faixa de Gaza.

O alvo do bombardeio foi um túnel que cruzava a fronteira e chegava a 2 km do kibutz Kissufim. As notícias se referem a explosões de grande intensidade o que leva a crer que no interior dos túneis estaria armazenada grande quantidade de material explosivo que seria usado no ataque aos ishuvim do sul de Israel.

O porta-voz das forças militares de Israel declarou que a descoberta do túnel foi possível graças a uma tecnologia desenvolvida por Israel, que permite examinar o sub-solo a grande profundidade sem fazer escavação.

A população das áreas próximas a ação militar foram avisadas com antecedência pois haveria risco de alguma reação por parte do Hamas e como garantia foram trazidas algumas baterias do Domo de Ferro – interseptador de foguetes.

Horas depois o Hamas anunciou que não havia construido o túnel e nem tinham conhecimento que existia, reconhecendo que talvez outra organização terrorista fosse a responsável pela escavação.

Imaginem se seria possível que a G’ihad Islâmica pudesse construir quilômetros de túnel sem ser percebida …

Mais de 10 terroristas morreram na explosão, provando que o túnel ainda estava em fase de construção, dentro de território israelense.

Os comentaristas políticos e militares informam que a G’ihad Islâmica está exigindo do Hamas uma união entre as forças terroristas que atuam em Gaza  para revidar contra o “ataque israelense”.

Paralelamente, continuam as tentativas de diálogo com os palestinos e no domingo, o ministro da fazenda de Israel, Moshe Kachlon, esteve em Ramalla para um encontro com o primeiro ministro palestino, Rami Hamdalla, no qual foram debatidos assuntos de cooperação econômica, inclusive a construção de uma zona industrial em Tarkumia (Palestina) com investimento de ambas as partes e que servirá à população palestina e israelense.

CENTENÁRIO DA DECLARAÇÃO BALFOUR
Em 2 de novembro de 1917 , o ministro do exterior britânico, Lord Balfour, escreveu uma carta para o Lord Rotschild, na qual com palavras escritas com muita cautela, selou as bases para a criação do Estado de Israel: ” o governo de Sua Majestade vê com bons olhos a criação de um Lar Nacional para o povo judeu na Palestina.  Não será tomada nenhuma medida que possa prejudicar os direitos civis e religiosos das comunidades não judias existentes.”

Desde então , Israel ainda luta para manter a sua existência , mas foi a primeira porta que se abriu para permitir o retorno do povo judeu à sua pátria .

YTZHAK RABIN Z”L – 22 ANOS APÓS
No próximo dia 4 de novembro , vamos à Kikar Rabin homenagear a lembrança de Ytzhak Rabin .
Passaram-se 22 anos e a discórdia continua latente no povo de Israel.

O fato de que um judeu religioso seja o assassino de Rabin, cria uma fenda entre os diferentes segmentos do povo e a cada ano , antes desta data volta a discussão sobre como relembrar a data , quem vai organizar o evento , quem poderá discursar e o que se pode falar ,para naõ ferir a sensibilidade de parte da população . Um absurdo , na minha opinião.

Não se pode negar o fato de foi um crime político , pois Rabin era o primeiro ministro e a manifestação pública na Kikar tambem era política , à favor da Paz , por que tornar a cerimônia em sua lembrança em algo “parve” nem leite, nem carne.

Israel é uma democracia , todos tem o direito de livre expressão . Na época , os partidos da direita e religiosos , acusavam Rabin de traidor , por ter assinado o acordo de Oslo . Era a sua linha política e havia sido eleito pela maioria do povo.

Quem não concorda tem o direito de protestar , mas de forma alguma se pode perdoar o crime como forma de protesto . Estes que não condenaram o crime são os mesmos que querem hoje ditar normas de como se deve assinalar esta data tão dolorosa na história moderna de Israel , sem levar em conta a sensibilidade dos que apoiaram a linha política de Rabin .
É só.

SHALOM ME ISRAEL

 

 

 

 

 

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