Retrospectiva 2017


E “caqui” estamos em mais um final de ano, cheios de abacaxis para descascar e cascas de bananas para desviar. Os tomates e os ovos vamos guardar para os próximos comícios políticos, porque 2018 será, talvez, o ano mais sinistro de todos os tempos em relação às eleições.

Só de pensar, que corremos o risco de ficar entre o Lula lá…e o Bolsonaro Pitbull aqui, tremo nas bases.

Se a política nacional anda indigesta, a internacional, também, não anda nenhuma flor que se cheire e a última novidade em Paris, quer dizer em Gaza, é a retomada do papo furado de Mahmoud Abbas, o qual nenhum especialista acadêmico colocou em dúvida até hoje: Jesus era judeu.

Mas as autoridades palestinas fizeram o teste de DNA e chegaram à brilhante conclusão de que Jesus era palestino.

A declaração de Abbas, certamente, faz parte de uma campanha para alcançar a opinião pública mundial e ligar a cultura cristã aos objetivos políticos palestinos.

Vamos aguardar que a UNESCO confirme essa informação, conforme aconteceu em relação ao Monte do Templo e o Muro das Lamentações, quando declarou que esses locais sagrados não têm qualquer relação com os judeus (?).

Do jeito que a coisa anda, podemos esperar para breve novas revelações abissais como “não foi Moisés que recebeu os Dez Mandamentos e sim, um palestino…”

Bem, mas nem só de política vivemos e graças, temos o futebol para nos distrair. Descobrir, que a Rússia também fez estádios de futebol, que custaram uma fortuna e depois da Copa vão virar elefantes brancos, deu uma aliviada no nosso complexo de país mais corrupto do mundo. Agora já temos com quem dividir esse desconfortante título.

E se nem de futebol podemos falar mais, que tal cantar? Dizem que “quem canta, seus males espanta” e é verdade, principalmente, se o cantor for o Drag Queen Pabllo Vittar. Com sua maviosa voz de taquara rachada, conquistou o troféu de melhor cantor em 2017. Dá para acreditar? A sua música “K.O!” é um soco no estômago de tão ruim.

Estou muito animada com a chegada de 2018 e acredito, que no ano novo, um monte de coisas boas irão acontecer aqui em nossa cidade. A igualdade social, por exemplo, já está dando sinais, pois vários moradores de rua estão hospedados no endereço mais caro da cidade: a orla da praia. É puxadinho com vista para o mar de fazer inveja até morador da Vieira Souto.

A previsão é que até meados de 2018, as areias de Copacabana e Ipanema estejam todas ocupadas com casas de papelão, no melhor estilo conceitual de transformar lixo em luxo.

E para não dizer que não falei de flores, o Carnaval 2018 terá uma das maiores Escolas de Samba, a Portela, fazendo homenagem à comunidade judaica.

Vamos ter judeu no samba!

Ainda bem, que estamos no Brasil, senão, era bem capaz de Mahmoud Abbas, inventar que a comunidade judaica que chegou no inicio do século XX à Madureira, na verdade era uma comunidade de  palestinos e aí, certamente, iriam nos tirar a nossa segunda maior alegria: o Carnaval.

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