Rosa Luxenburgo, uma mulher idealista e revolucionária

Rozalia Luksenburg nasceu em 05 de março de 1871, em Zamosc, Polônia. Era filha de abastados comerciantes judeus poloneses e cresceu em uma época na qual a Polônia era dominada pela Rússia czarista.

Logo foi atraída pelas lutas estudantis contra o regime repressivo mantido nas escolas e se engajou em movimentos contestatórios e revolucionários contra a opressão e pelo socialismo.

Com 19 anos, após uma greve geral, fugiu da perseguição política e se viu obrigada a deixar a Polônia, indo para Zurique, na Suíça. Ingressou na Universidade de Ciências Aplicadas onde estudou Direito e Economia Política. Em 1894, junto com seu companheiro, o socialista lituano Leo Jogiches, fundou o Partido Social Democrata da Polônia (SDKP). Em 1897 defendeu sua tese de doutorado intitulada “O Desenvolvimento Industrial da Polônia”.

Em 1998 mudou-se para a Alemanha, que era o centro das lutas de classe da época. Instalada em Berlim, passou a militar no Partido Social Democrata Alemão (SPD). Naquele mesmo ano, Rosa casou-se com Gustav Lubeck para obter a cidadania alemã. Em 1899, publicou “Reforma Social ou Revolução?”, um ensaio onde criticava aqueles que esperavam alcançar o socialismo por meio de iniciativas institucionais e pacíficas.

Em 1902, Rosa se divorciou de Lubeck, e em 1905 retornou a Varsóvia para ajudar na tentativa revolucionária. A seguir, foi presa e ameaçada de morte. Ao voltar à Alemanha, começou a defender a teoria da greve de massas como instrumento de luta revolucionária mais importante do proletariado. Publicou “Greve Geral, Partido e Sindicato” (1906). Com o início da Primeira Guerra, declarou-se contra o conflito.

A crise gerada pela Guerra facilitou a difusão dos ideais socialistas entre o proletariado urbano. Os sindicatos, ligados ao Partido Social Democrata, se fortaleciam e as posições políticas no país se radicalizavam. Em 1916, socialistas liderados por Karl Liebknecht e Rosa Luxemburgo formaram o grupo Spartacus, que daria origem, no futuro, em 1918, ao Partido Comunista Alemão.

Em dezembro de 1918, Liebknecht e Rosa Luxemburgo lideraram um levante armado contra o governo alemão. Os spartaquistas tomaram Berlim, com ajuda de soldados e marinheiros amotinados. Com o apoio do marechal Hindenburg, que liderou tropas vindas da frente de batalha, a insurreição foi dominada. Libknecht e Rosa Luxemburgo foram assassinados. Rosa de Luxemburgo morreu em Berlim em 15 de janeiro de 1919. Foi um exemplo de mulher idealista e revolucionária.

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