Shoá

Cerimônia realizada no último dia 23 de abril, no Yad Vashem em memória às vitimas do Holocausto

Um brith-milá no Gueto de Varsóvia, onde era proibido nascer. “Se o bebê tiver que morrer, que morra como judeu”, gritava a mãe para o mohel, temeroso pelo destino dos participantes dá cerimônia.

Um bar-mitzvá, em meio a uma daquelas marchas, cujo ponto de chegada era a morte. Uma Torá aberta na floresta, cercada por um Minian de homens em frangalhos.

O Holocausto é sobre indivíduos, famílias e comunidades judias, independente de serem religiosas ou seculares, intelectuais ou comerciantes, de direita ou do Bund, assimilados ou cumpridores de mitzvot.

Todos construtores da cultura e da vida judaica da Europa moderna e contemporânea.
Uma nação reverenciando esses heróis do século xx, com a sua bandeira azul e branca, a meio pau em frente às seis tochas, acesas por mãos e histórias de sobreviventes.

As mais altas autoridades israelenses prestaram homenagem nesse dia de luto nacional e os líderes religiosos entoaram os cânticos do Izkor.

O respeitoso silêncio de milhares de pessoas presentes no Yad VaShem só foi quebrado, quando o Hatikva foi entoado.

Um momento,sem igual, para os que como eu, se sentem parte desse povo e
que abraçaram, desde sempre a causa sionista.

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