Tempo de mudança

Trump pôs em prática decisão de 1995. Falou, pronto! Jerusalém era a capital de Israel e a sua embaixada seria transferida para a cidade sagrada. Foi o pretexto suficiente para os dirigentes terroristas árabes começarem a soltar foguetes contra a população civil do Estado Judaico. Trump tem se mostrado o presidente mais instável e perigoso dos Estados Unidos, longe de qualquer imagem estadista. O livro que sobre ele agora é lançado bem fala sobre as atribulações de um homem de auditório de TV e bilionário várias vezes falido que, de repente, se vê alçado à condição nunca antes imaginada. É mais fácil ser socialite do que primeira-dama de uma potência como o país americano, e por isso Melanie teria chorado convulsivamente, segundo o livro.

Bem, fato é que Jerusalém merece mesmo ser a capital de Israel, como já vinha sendo, oficiosamente. Também é verdade que a cidade nunca se viu tão bem tratada e desenvolvida e aberta a visitantes como agora. Nunca é demais lembrar que, sob o domínio árabe, os judeus eram proibidos de se aproximar do Muro das Lamentações, enquanto hoje, sob os cuidados de Israel, as mesquitas de Jerusalém, inclusive a mais importante delas, está aberta aos muçulmanos, com todo respeito. Respeito que eles mesmos não ecoam, criando tumulto e pretextos para ofender os judeus.

Malgrado Trump, já é mais do que tempo de árabes e judeus sentarem-se à mesa e achar um meio justo de viver em paz e fazer do Oriente Médio um foco de luz para o mundo, recriar Sefarad de Ouro. Já é mais do que tempo de os árabes acabarem o apartheid com seus irmãos ‘refugiados’ e lhes garantirem cidadania, como Israel a garantiu aos que permaneceram em seu solo. Já é mais do que tempo de os árabes mudarem seus livros escolares antissemitas e ensinarem a suas crianças e jovens que os judeus sofreram tantas humilhações e sofrimentos quanto eles, e merecem uma pátria, como todos os homens de bem. Já é mais do que tempo de os mestres árabes levarem seus jovens a Auschwitz e ao Yad Vashem para conhecerem a história de seus irmãos em Abraão. Já é mais do que tempo de permitirem que suas mulheres ocupem um lugar justo na sociedade, pois são inteligentes e levarão o país ao desenvolvimento e à justiça social mais rapidamente. Já é mais do que tempo de trocarem as pedras pelos livros e darem esperanças ao povo árabe, em vez de fazerem de seus compatriotas pobres os eternos candidatos ao martírio. Já é mais do que tempo de usarem o dinheiro que recebem para desenvolver sua sociedade para o fim que é destinado, e não para o enriquecimento ilícito de uns poucos, em detrimento de todo um enorme grupo, eternamente sacrificado e obrigado a ser transformado em bucha de canhão e/ou escudo humano. Já é tempo de se criar um Estado palestino ao lado do judaico e desenvolvê-lo (talvez com a ajuda deste último) e trabalharem juntos pela paz. Já é mais do que tempo de pouparmos nossas crianças e permitir que todas vivam felizes a sua infância. Já é mais do que tempo de alcançar a paz. Já é mais do que tempo. Já é. Já.

Por aqui, Sergio Cabral ganhou seu 20º processo. A mulher solta, de novo. Será uma boa influência para seus filhos, que já mostraram sinais de prepotência num voo de férias? O deputado Carlos Marun, deixando claro o toma lá dá cá, outro deputado ameaçando não oferecer ambulâncias aos infiéis, o ex-governador do Amazonas, sua esposa e o ex-Secretário de Saúde presos pelo R$100000.000,00 de desvios da saúde, Temer com a saúde deteriorada, sem que para ele valha uma gravação do mesmo tipo que tirou vários outros de seus cargos. Alguns animais são mesmo diferentes dos outros? A somatização dos problemas não reflete suas angústias diante de tanta luta para fugir ao óbvio? ‘A política mais dispendiosa, mais ruinosa, é ser pequeno…’ ensinava De Gaulle.

Nossos políticos não estudam, não leem. Seguem pequenos e arruinando a sociedade, lançada num buraco sem precedentes, em todas as áreas. Fomos todos roubados, saqueados, vilipendiados, espremidos numa cela e sem perspectiva por perto. Quanto dinheiro Cabral e todos os outros roubaram? Que pena será apropriada para quem carrega tantos crimes contra seu povo? Lula encontrará seu destino? Ou com sua esperteza de raposa escapará? JK transferiu a capital para Brasília, tão longe dos olhos mais agudos, Fernando Henrique criou a reeleição e com isso armou o jogo que hoje só faz gol contra. Acabaram com o dinheiro do Brasil, e o que resta vem sendo bombardeado por ladrões, sem qualquer pudor. Nem falar do STF rachado, outra vergonha nossa. A impunidade e a corrupção ainda grassam em todos os níveis. É difícil mudar vício que é chamado de ‘cultural’. Por aqui, por aqui também já é mais do que tempo de mudança. Já é. Já!

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