Tudo muito sinistro…


Essa é a avaliação da nossa realidade, a partir de um recorte e colagem dos fatos que atravessam o nosso cotidiano. Para não cansar o leitor, vou me deter nas manchetes desse último fim de semana.

Vamos começar olhando de dentro para fora. A Organização para a Proibição de Armas Químicas (OPAQ) confirmou o uso de gás Sarin na Síria, pelas forças de Bashar Al-Assad, contra a população civil.  A questão dos refugiados na Europa continua latente. Mais perto de nós, o festival das incúrias do governo Maduro, que levou, às últimas consequências, o legado Chavista na Venezuela.

Nos EUA, além das turbulências na Casa Branca, pela postura nas redes sociais de seu hóspede estrela, dois tiroteios, um num hospital no Bronx, e outro numa boate, em Arkansas. O que é isso perto da barbárie, que graça no Rio de Janeiro.

Mãe e filha mortas na Mangueira, quando iam trabalhar e bebê é atingido por tiros dentro da barriga da mãe, saindo do supermercado. Além da granada, que matou um porteiro ali mesmo em Copacabana, em plena luz do dia. Como contraponto, a prisão de quase cem policiais militares, que até vendiam drogas, para viciados, numa boca de fumo em São Gonçalo.

Rio, uma violência sem fim, comprovada pelos seus moradores, cada vez mais apavorados e por estatísticas oficiais, que acusam, no mês de maio, um recorde nos casos de latrocínios, medidos desde 1991. Tudo muito sinistro.

Isso sem se mencionar o dormitório a céu aberto, em que se transformaram as ruas dos bairros mais valorizados no cadastro do IPTU. Falando em imposto, ainda temos que agir como detetives para descobrir se a taxa de incêndio, que chegou no nosso endereço é falsa ou não. Quem são os falsários, nenhuma pista.

Na política nacional, na semana em que o procurador geral da república lavou a nossa alma acusando o presidente, os doutores do STF soltaram o homem da mala, e devolveram o mandato a Aécio Neves, por excesso de provas, naturalmente. Mas sempre resta uma esperança. O  bravo  Janot já avisou que “enquanto houver bambu, vai haver flecha”.

Para a próxima semana, o país aguarda a decisão de Curitiba sobre o julgamento do ex-presidente. Vai ser sinistra se a opção for pela sua absolvição. Como sinistra foi, em segunda instância, a absolvição do companheiro Vaccari. Pior do que isso, só a liberdade do José Dirceu.

Se você não estiver a fim de encarar essa e outras realidades sinistras, reze para que o seu passaporte brasileiro esteja válido, pois ninguém tem noção de quando esse documento voltará a ser emitido.

Assim, nesse momento, nem se pode dizer que o último a sair apague a luz do nosso país…Para alguns menos precavidos, a saída está impossível.

Sinistro…

Um comentário

  1. Suzana Grinspan
    Suzana Grinspan 4 de julho de 2017 at 8:42 |

    FALOU E DISSE SARITA *NÂO TEMOS MAIS SEU AGOSTINO PARA APAGAR A LUZ * NEM AME-OU DEIXE-O.
    É OU VAI OU RACHA.
    SÒ ESPERO QUE NÃO RESPINGUE .
    POIS( NOSSOS LOUCOS) ESTÃO SOLTOS POR AI.
    absuzana

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