Um artista baseado na prática da arte conceitual

Daniel “Dan” Graham nasceu em 31 de março de 1942, em Urbana, Illinois.  Seu pai era químico e psicólogo educacional.  A família mudou-se para Nova Jersey, Nova York, quando ele tinha três anos.  Daniel não teve uma educação formal e, após o ensino médio, foi autodidata.  Sempre que podia ele lia muito já que queria ser escritor. Amava a música (principalmente o gênero do rock) e passou a escrever artigos para revistas.

Graham começou efetivamente sua carreira artística em 1964, aos 22 anos, quando fundou a Galeria John Daniels, em Nova York. Trabalhou nessa Galeria até 1965, quando então começou a criar suas próprias peças conceituais. Exibiu na Galeria artistas como Carl André, Sol Le Witt, Donald Judd, Robert Smithson, Dan Flavin e Ward Jackson.

Nestes últimos trinta anos Dan mostrou ser um grande artista. Sua obra baseia-se em arte de performances, instalações, vídeos, esculturas e fotografias.

Seus trabalhos em fotografia são numerológicos  e foram impressos em revistas, entre esses : “Figurativa”(1965) e “Shama” (1966). Inovadora foi sua série “Homes for América”(1966-1967), que contrasta o efeito monótono e alienante dos desenvolvimentos habitacionais dos anos 1960. Essas fotografias questionam a relação entre a arquitetura pública e a privada e também as maneiras pelas quais cada espaço afeta o comportamento.

Os trabalhos de vídeo e os filmes realizados pelo artista são importantes e inovadores, com movimentos de câmera de frente para o sol. Entre muitos, citamos: “Sunset to Sunrise”(1969), “Duas Rotações Correlatas”(1969), “Roll”(1970) e “Body Press”(1970-1972).

Desde a década de 1980, muitos críticos assinalam que as obras de arte de Dan Graham desfazem a linha entre a escultura e a arquitetura.  São objetos independentes chamados de pavilhões, que representam um híbrido entre espaço funcional e uma instalação que serve para expor processos de percepção e certas expectativas. Os pavilhões “walk-in” aumentaram muito a popularidade do artista e ele recebeu pedidos do mundo inteiro.

Os pavilhões basicamente são esculturas de aço e vidro que criam um espaço diferente que desorienta o espectador de seu ambiente habitual ou conhecimento do espaço. Eles são feitos de alguns painéis de vidro ou espelho, ou vidro semiespelhado, que é reflexivo e transparente. Graham várias vezes experimentou com óptica em seus projetos, utilizando espelhos convexos de dois sentidos, lentes de olho de peixe e pequenas piscinas de água para refletir o interior do pavilhão. O MIT Art Center chama esses pavilhões rigorosamente conceituais, singularmente lindos e insistentemente públicos. Os pavilhões combinam arquitetura e arte.

Dan Graham’s Greatest hits at the Whitney

Dan Graham I hate conceptual Art

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