Um dos maiores violinistas do século XX

David Fyodorovich Oistrakh nasceu em 17 de setembro de 1908, na cidade de Odessa, Império Russo (hoje Ucrânia), em uma família judia. Seu pai era David Kolker, e sua mãe, nome de solteira Isabella Revle Stenanovsky (mais tarde se casou Fishi Oistrakh).

Oistrakh iniciou seus estudos de violino e viola aos cinco anos com Piotr Stolyarsky. Na “Stolyarsky School”, ele fez amizade com Iosif Brodsky, Nathan Milstein e outros grandes músicos com os quais veio a trabalhar depois de tornar-se famoso.

Aos seis anos deu seu primeiro concerto. Em 1923 entrou para o Conservatório de Odessa, onde graduou-se em 1926. Estudou harmonia com o compositor Mykola Vilinsky. Em 1927 Oistrakh apresentou-se como solista tocando o “Concerto para Violino de Glazunov”, sob a  regência do próprio compositor, em Kiev, Ucrânia. No ano seguinte, recebeu convite para tocar o “Concerto para Violino de Tchaikowsky” em Leningrado, com a “Orquestra Filarmônica”, sob a regência de Nicolai Malko.

Em 1927 o músico mudou-se para Moscou onde, ao dar seu primeiro recital, conheceu sua futura esposa, a pianista Tamara Rotareva.  Casaram-se e tiveram um filho, Igor Oistrakh, que seguiu os passos do pai como violinista e gravou com ele, incluindo o “Concerto Duplo de Bach”.  Na gravação da “Sinfonia Concertante de Mozart” Igor tocou violino, e o pai, viola.

A partir de 1934 David Oistrakh atuou como um importante  professor do Conservatório de Moscou. Durante a Segunda Guerra, ele continuou a se apresentar na União Soviética, estreando novos concertos de Nikolai Miaskovsky e Khachaturian, bem como duas sonatas de seu amigo Sergei Prokofiev. Apesar do florescimento de sua carreira, a União Soviética recusou-se a deixá-lo atuar no exterior.  Ele continuou a ensinar no Conservatório de Moscou, mas quando a Alemanha nazista invadiu a União Soviética, foi para a linha de frente, tocando para os soldados e operários que se encontravam em situação difícil.  Um dos seus momentos mais heroicos foi quando tocou, no inverno de 1942, enquanto Stalingrado era invadida e massivamente bombardeada pelas forças alemãs.

Com o fim da guerra, ele foi autorizado a viajar, tocando no recém-fundado “Festival da Primavera”, em Praga. Em 1949, deu seu primeiro concerto em Helsinque. Em 1951, tocou  no “Maggio Musicale” em Florença, também se apresentando na Alemanha Oriental, França e Grã-Bretanha.

A partir de 1960, dava início à sua carreira de maestro.

Oistrakh sofreu um ataque do coração em 1964. Depois do tratamento continuou seu trabalho num ritmo ainda mais acelerado. Já era um dos embaixadores culturais da União Soviética no Ocidente, em concertos e gravações ao vivo. Depois de conduzir um ciclo de Brahms com a “Orquestra de Concertgebouw”, morreu de outro ataque cardíaco em Amsterdã, em 24 de outubro de 1974. Seus restos mortais foram devolvidos a Moscou, onde foi enterrado no Cemitério Novodevichy.

David Oistrakh “Violin Concerto” Tchaikowsky

Bach “Double Violin Concerto”- Yehudi Menuhin and David Oistrakh

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